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‘Quanto custa não fazer o que precisa ser feito?’, questiona Lula sobre ações na saúde

Em visita ao Hospital Universitário do Ceará, presidente defende o SUS e afirma que o país vive uma “revolução na saúde” com uma série de investimentos

Presidente Lula entre profissionais do Hospital Universitário do Ceará.Foto: Ricardo Stuckert

Em visita às instalações do Hospital Universitário do Ceará (HUC), em Fortaleza, nesta sexta-feira, 31, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país vive uma verdadeira “revolução na saúde” e reafirmou o compromisso do Governo Federal com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Lula fez um apelo direto aos trabalhadores da saúde para que haja acolhimento e empatia no atendimento à população mais vulnerável: “O único pedido que faço a vocês é que nunca fiquem de cara feia para uma pessoa que chega doente. Tratar uma pessoa com amor e carinho já é 50% da cura. Quem chega ao hospital está no momento mais difícil da vida e precisa ser acolhido com respeito e dignidade”.

O presidente também rebateu a lógica fiscalista que classifica investimentos na saúde e no bem-estar social como gasto. “Sempre que a gente vai cuidar das pessoas mais pobres, aparece alguém dizendo que não tem dinheiro ou que custa muito caro. A pergunta que precisamos fazer é: quanto custa não fazer aquilo que precisa ser feito?”, questionou.

Ele também exaltou a continuidade das políticas públicas voltadas à população de baixa renda no Ceará ao longo das últimas duas décadas, citando as gestões de Cid Gomes (PSB), Camilo Santana (PT) e Elmano de Freitas (PT).

“O Nordeste não precisa pedir favor a ninguém. Tem gente inteligente, homens e mulheres capacitados. O que o Nordeste precisa é de oportunidade e respeito. Durante muito tempo perguntaram por que tudo ia para o Sudeste e nada vinha para cá. Hoje, mostramos que quando colocamos condições iguais para todo mundo, o povo desenvolve seu potencial e faz a diferença”, concluiu Lula.

O presidente foi acompanhado dos ministros da Educação, Leonardo Barchini, da Saúde, Alexandre Padilha, e da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães.