Governantes e Parlamentares

Líder do PT no Senado Federal

Rogério Carvalho Santos

Sergipe

Rogério Carvalho Santos nasceu em Aracaju, em 1968, e foi criado em Lagarto (SE). É médico com residência em medicina preventiva e social. Fez especialização em gestão hospitalar e mestrado e doutorado em saúde coletiva na Unicamp (SP).  Recebeu 16,42% dos votos válidos. Pretende defender a ampliação e a exploração do pré-sal como alternativa para o desenvolvimento econômico do seu estado. A geração de emprego e o desenvolvimento econômico serão algumas das suas prioridades.

Começou sua atuação no movimento estudantil, na Universidade Federal de Sergipe. Entre 2001 e 2006, ocupou o cargo de secretário de Saúde de Aracaju. Foi eleito deputado estadual em 2006. Em seguida, assumiu a Secretaria de Saúde de Sergipe, ocupando o cargo até se eleger deputado federal em 2010, quando se tornou o deputado mais votado da história do estado até aquele momento.

Humberto Costa

Pernambuco

Nascido em Campinas (SP), Humberto Sérgio Costa Lima mudou-se com a família aos seis anos de idade para Recife (PE). Aos 17 anos, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e, após tornar-se médico, formou-se em Jornalismo.

Neste período de vida estudantil, o País vivia sob a ditadura militar, e Humberto aproximou-se definitivamente da política, atuando no movimento que criou o Partido dos Trabalhadores em Pernambuco.

Em 1990, elegeu-se deputado estadual e destacou-se por ter criado e presidido a Comissão de Direitos Humanos, além de dirigir a Comissão de Saúde. Quatro anos depois, elegeu-se deputado federal, sendo reconhecido pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos mais influentes do Congresso Nacional.

Em 1998, tentou uma cadeira no Senado Federal, sem sucesso. Dois anos depois, obteve o maior número de votos já alcançado por um vereador em Recife: 27.815 votos.

Convocado pelo então prefeito eleito do Recife, João Paulo (PT), no início de 2001, para assumir a Secretaria Municipal de Saúde, Humberto Costa criou programas como a Academia da Cidade, o SAMU, o Saúde Ambiental, Volta para Casa. Ainda ampliou outros, como o Saúde da Família. Todo esse trabalho mudou para sempre o perfil da assistência médica na capital pernambucana.

As realizações de Humberto, como é chamado pelos colegas parlamentares, chamaram a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o convidou a assumir o Ministério da Saúde no início do seu primeiro governo.

No Ministério, Humberto implantou programas como o Brasil Sorridente, a Farmácia Popular e o SAMU, levando o programa pernambucano para todo o Brasil.

Atingido injustamente por denúncias no período pré-eleitoral – que mais tarde foram esclarecidas, com a absolvição unânime dos 14 desembargadores do Tribunal Regional Federal de Pernambuco – Humberto Costa não foi eleito para o governo do estado em 2006.

Com a disputa definida no segundo turno, trabalhou para transferir mais de 1 milhão de votos que recebera no primeiro turno para o candidato vencedor – Eduardo Campos (PSB), de quem viria a ser o secretário das Cidades. No posto, criou o CNH Popular, que fornece gratuitamente carteiras de habilitação à população de baixa renda, e o Minha Casa Minha Vida, que, até o final de 2010, entregou mais de 20 mil novas moradias aos pernambucanos.

Além disso, o petista levou o premiado programa Academia das Cidades para todo o estado.

Ainda em 2010, candidatou-se ao Senado, em indicação aprovada por consenso no PT, e foi eleito o primeiro senador pela legenda por Pernambuco, com 38,8% dos votos válidos. Humberto Costa assumiu o mandato em fevereiro de 2011, já à frente da liderança do PT e do Bloco de Apoio ao Governo no Senado – indicação de consenso da bancada.

Em 2011, foi eleito o 13º parlamentar mais influente do Congresso Nacional e o mais influente de Pernambuco. Também recebeu o prêmio Congresso em Foco pela atuação na área da Saúde.

Em 2012, ele deixou a liderança e assumiu outras funções na Casa. A de maior destaque foi a relatoria do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, que culminou na cassação do mandato de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Entre os projetos apresentados por Humberto no Senado, destacam-se o de combate à pirataria de remédios e a criação da Lei de Responsabilidade Sanitária, que pretende garantir maior qualidade no atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Também em 2012, foi indicado pelo PT para disputar a prefeitura de Recife, mas não foi eleito.

Atualmente, é líder da oposição no Senado Federal.

Jaques Wagner nasceu no Rio de Janeiro, em 1951, mas construiu sua carreira política em Salvador. Foi do diretório acadêmico da Faculdade de Engenharia Civil da PUC-RJ, mas em razão de sua militância política teve que abandonar o curso durante o regime militar. Em 2018 recebeu 35,7% dos votos e afirmou que atuará no combate às desigualdades e por uma sociedade mais justa, solidária e fraterna.

Foi diretor e presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica da Bahia e um dos fundadores do PT e da CUT no estado, em 1980. De 1990 a 1998, foi deputado federal. No primeiro governo do ex-presidente Lula, foi nomeado ministro do Trabalho. Em 2005, assumiu o cargo de ministro das Relações Institucionais. Wagner foi eleito governador da Bahia em 2006, reelegendo-se para mais quatro anos no pleito seguinte. Em 2015, no segundo de governo Dilma Rousseff, foi ministro da Defesa e da Casa Civil. Deixou o governo no início de 2016, quando a presidente foi afastada do cargo por impeachment.

Jean Paul Prates

Rio Grande do Norte

Nascido em 1968 no Rio de Janeiro, preside o Sindicato das Empresas de Energia do Rio Grande do Norte e o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia. É formado em direito e economia, com mestrado em gestão ambiental pela Universidade da Pensilvânia (EUA) e em economia da energia, pela Escola Superior de Petróleo, Energia e Motores da França.

Em 2014, foi eleito primeiro suplente de senador. Com a eleição de Fátima Bezerra para o governo do estado, Jean Paul Prates assume a cadeira de senador. Seu compromisso é incorporar novas frentes em defesa da vocação das cidades, atração de investimentos e fortalecimento de empresas locais.

Trabalhou na regulação dos setores de petróleo, energia renovável, biocombustíveis e infraestrutura nos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula. Foi secretário de Estado de Energia e Assuntos Internacionais do Rio Grande do Norte.

Paulo Paim

Rio Grande do Sul

Paulo Paim nasceu em Caxias do Sul (RS) em 1950 e começou a trabalhar aos oito anos de idade, amassando barro em uma fábrica de vasos. Aos 12, conquistou uma vaga no Senai, onde começou sua paixão pelo ensino técnico profissionalizante. Também no Senai, iniciou sua vida como metalúrgico profissional e líder sindical.

Na década de 80, foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas, da Central Estadual de Trabalhadores, Secretário Geral e Vice-Presidente da CUT Nacional. Liderou a caminhada de Canoas a Porto Alegre em que eram exigidos emprego, liberdade, igualdade, justiça e o fim da ditadura.

Em sua vida de militância, passou por experiências marcantes como a representação do Congresso Nacional na África do Sul, exigindo a libertação de Nelson Mandela. Também esteve em missão de paz na Nicarágua, em plena guerra, e no Uruguai, exigindo a liberdade de Universindo Diaz e Lilian Celiberti, que foram sequestrados pela repressão no Brasil.

A luta da Assembleia Nacional Constituinte foi um dos marcos de sua história. Foi deputado federal por quatro mandatos e, em 2003, assumiu a vaga de senador. Parlamentar destacado por sua defesa de aposentados, pensionistas e minorias, atuou como vice-presidente da Casa por dois anos e, no biênio 2007/2008, assumiu a Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Figura até hoje na lista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), como o único parlamentar na Câmara e no Senado a receber o prêmio os “Cem Cabeças do Congresso” em todos os anos.

No Senado, Paim abriu as portas para a participação popular. Realizou centenas de debates e audiências públicas para tratar de temas de interesse da população.

É autor de diversas Leis, entre elas o Estatuto do Idoso (10.741/03) e Estatuto da Igualdade Racial. É autor também do Estatuto da Pessoa com Deficiência, do Estatuto do Motorista Profissional, da redução da jornada de trabalho sem redução de salários, do Fundep (Fundo do Ensino Profissionalizante), do fim do voto secreto nas votações do Congresso Nacional, do Fundo de Financiamento para Micro, Pequenas e Médias Empresas, fim da violência contra professores e paz nas escolas, do fundo do Pré-Sal que estabelece que recursos sejam destinados para a Previdência, da recuperação do valor do salário mínimo, da recuperação nos proventos de aposentados e pensionistas e do fim do fator previdenciário.

Paulo Rocha

Pará

Paulo Rocha, eleito senador pelo Pará em 2014 com 1.566.350 votos, traz a marca de negociador em seu perfil. Durante os cinco mandatos exercidos na Câmara dos Deputados, o parlamentar foi líder da bancada do PT e presidente das comissões do Trabalho e da Amazônia. Hoje com 65 anos, o sindicalista nascido em Terra Alta, no centro-oeste paraense, tem formação em artes gráficas.

Desde 1º de fevereiro de 2015, quando assumiu o mandato no Senado, Rocha tem entre as suas prioridades a defesa do desenvolvimento sustentável na Amazônia, que passa pelo investimento em ciência, tecnologia e inovação capaz de gerar conhecimento, a partir da biodiversidade regional.

Enquanto deputado, foi autor de oito propostas que posteriormente se tornaram leis que beneficiam os trabalhadores. Entre elas, participou da criação da legislação que cria o seguro-defeso – que assegura um salário mínimo por quatro meses ao pescador artesanal durante o período de reprodução de crustáceos e peixes.

Foi também um dos autores do projeto de lei que regulamentou a profissão dos Agentes Comunitários de Saúde, além da que combate o trabalho escravo – um dos mais graves problemas sociais da Amazônia.

Na Câmara dos Deputados, Rocha foi um dos principais interlocutores do Legislativo com o governo Lula, sendo coordenador da bancada do Pará e da Amazônia. Foi a favor de grandes projetos que beneficiam o Norte do Brasil, como a dos elevadores hidráulicos (conhecidas como eclusas) para transpor a barragem da hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins – uma das mais importantes obras do governo do presidente Lula.

Filho de pai lavrador e mãe professora primária, começou a trabalhar desde cedo e ajudava a cuidar dos irmãos. Durante a adolescência, formou-se na Escola Salesiana do Trabalho, no bairro de Sacramenta, em Belém, a capital paraense.

Morou na escola durante dez anos, onde se tornou instrutor de arte gráfica. Tipógrafo, impressor e laboratorista, imprimiu na Escola Salesiana panfletos contra a ditadura militar, chegando a ser preso nessa época por 12 horas pela Polícia Federal.

Rocha foi ainda líder do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Gráficas e ajudou a fundar o PT e a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Pará, sendo o primeiro presidente da entidade no estado. Em 1990, foi eleito deputado federal pela primeira vez, com votos de todos os municípios paraenses.

Exerceu cinco mandatos consecutivos na Câmara Federal e presidiu várias comissões temáticas, incluindo a Comissão da Amazônia.