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general Eduardo Pazuello

  • Diante da inércia de Bolsonaro, que assiste passivamente à escalada de mortes por Covid-19 no país, ex-presidente cobra agilidade do governo para salvar vidas. “Sabe quando eu aceitaria um ministro da Saúde ou diretor da Anvisa que falasse em um ‘prazo de 60 dias’ para terminar de avaliar uma vacina crucial em meio a uma pandemia que já matou mais de 170 mil pessoas? Nunca”, criticou Lula. Em vídeo nas redes sociais, o líder da extrema-direita debocha da Covid-19 e faz piada homofóbica
  • General será efetivado por Bolsonaro como titular na pasta da Saúde nesta quarta-feira (16). Em 120 dias de comando interino de Eduardo Pazuello no ministério, a pandemia deixou um rastro de destruição no país: são 4.349.723 contaminações e 132.125 mortos, ante 220 mil casos e 14,9 mil mortes em 15 de maio, quando o general assumiu a pasta interinamente
  • Brasil ultrapassa 88 mil mortes e registra quase 2,5 milhões de casos. Mas, ainda assim, relatório do Conselho Nacional de Saúde aponta que mais da metade dos recursos disponíveis para estados e municípios ainda não foi repassada. “A falta de agilidade na execução é gravíssima e tem relação com a quantidade crescente de mortes e avanço da doença no país”, aponta Claudio Nascimento. Ele alerta: 63% do dinheiro disponível ainda não se transformou em pedidos de compra de respiradores, máscaras e outros itens para enfrentar pandemia
  • Segundo técnicos do Comitê de Operações de Emergência (COE) que estiveram reunidos com o ministro interino da Saúde em 25 de maio, sem medidas de isolamento social, os efeitos da Covid-19 irão repercutir por até dois anos no país, inclusive sobre a retomada da economia. Ata da reunião foi obtida e revelada pelo ‘Estadão’ nesta quinta-feira (23). Especialista em relações entre pandemias e direito internacional, jurista Deisy Ventura vê “política de extermínio em curso”
  • Enquanto o país caminhava para atingir 50 mil mortes, Planalto reteve recursos do orçamento para combater a pandemia. Até 19 de junho, de R$ 38,9 bilhões, o governo empenhou apenas R$ 13,2 bilhões e, mais grave, só pagou R$ 11,4 bilhões. Reter os recursos de estados e municípios tem por objetivo usar o dinheiro para comprar apoio político contra o impeachment
  • Em sua manifestação, além dos fatos, o general Pazuello atropelou um dos preceitos mais importantes da ética militar, que é “cultuar a verdade”.  Interino, e lançando mão de um discurso com tom “político-partidário”, aos incrédulos interlocutores mundiais afirmou que o governo atua “por meio do diálogo com os três níveis de governança”. Sem ministro efetivo, e ao estilo da velha política do “Centrão” de ocupação de cargos executivos, nesta terça-feira (19) mais nove militares foram nomeados para cargos no Ministério da Saúde.