Artigo: Desgoverno de Bolsonaro destrói o melhor do Bolsa Família
Programa ganha nova versão sem regras claras, sob silêncio dos arautos da austeridade, alertam Tereza Campello e Sandra Brandão, em artigo
Programa ganha nova versão sem regras claras, sob silêncio dos arautos da austeridade, alertam Tereza Campello e Sandra Brandão, em artigo
Em audiência na Câmara dos Deputados, ex-ministra Tereza Campello mostra números segundo os quais o país retornou ao Mapa da Fome bem antes de o novo coronavírus ser descoberto. Culpa é do desmonte das políticas de proteção social
Apresentado pelo Partido dos Trabalhadores, o Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil visa fortalecer a democracia e o Estado a serviço do país e do povo, para a adoção de saída das crises e de longo prazo, com foco nos direitos dos trabalhadores, na qualidade sustentável de vida, na retomada da soberania nacional e na defesa e expansão da democracia
O número de desempregados no Brasil pode ser muito pior do que os dados oficiais mostram, atingindo um recorde inédito de mais de 30%, alerta a economista Tereza Campello, ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em entrevista ao Instituto Lula
A destruição do SUAS e do Cadúnico já avançava a passos largos, segundo Tereza Campello, ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no Governo Dilma. "O governo Bolsonaro em 2020 cortou 67% dos recursos de serviços socioassistenciais do SUAS, desidratou os valores repassados aos Estados e Municípios para a gestão do cadastro, e aproveitou o App do Auxílio Emergencial para sucatear o Cadastro e usar um sistema paralelo", denuncia. " A gestão Bolsonaro vem negociando com Big Techs, como Google e Facebook, para que se tornem os gestores deste novo sistema/aplicativo desumanizado", alerta
Sem conseguir mostrar de onde tiraria dinheiro para implantar o programa substituto do Bolsa Família, Planalto consegue a proeza de piorar o que já está ruim. Renda Cidadã deve cortar beneficiados para caber no Orçamento. PT propõe Mais Bolsa Família, financiado com taxação dos super-ricos e que atenderia a 30 milhões de famílias. José Graziano, ex-diretor da FAO, denuncia ao 'Tutameia' que a fome pode atingir 40 milhões de pessoas no país, a partir de 2021
Ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, no governo Dilma, a economista adverte em live ao ‘Valor Econômico’ que a crise social vai se aprofundar e que a situação é dramática. “Não é o Brasil de 2014, com taxa de desemprego de 6%. Estamos falando de outro Brasil, e muito pior, diga-se”, ressalta
CUT e demais entidades convocam filiados a massificar o uso de ferramentas virtuais para mudar a MP do governo que reduz pela metade o valor do auxílio emergencial. Líderes da Bancada do PT e da Minoria na Câmara dos Deputados anunciam obstrução da pauta até que ocorra a votação
De acordo com IBGE, entre 2017 e 2018 – depois do impeachment fraudulento que afastou Dilma – 10,3 milhões de brasileiros passaram privação de alimentos. Isso representa 5% da população brasileira. Governos Temer e Bolsonaro têm a marca do aumento da desigualdade e da miséria no país
Nova versão do programa criado por Lula eleva benefício para R$ 600 e bancada petista propõe incluir 30 milhões de pessoas entre beneficiários. Legenda diz que Bolsonaro abandona o povo com o fim do auxílio emergencial de R$ 600 a partir de janeiro e alerta que omissão do governo vai aumentar a desigualdade social no país. “A verdade é uma só, Bolsonaro vai acabar com o auxílio emergencial e não vai colocar nada no lugar”, alerta Tereza Campello. Enquanto isso, a crise grita: OCDE prevê queda de 6,5% na economia em 2020
Reformulação do programa vira projeto de lei e eleva benefício de R$ 78 para R$ 300, alcançando famílias brasileiras com renda de até R$ 600 por pessoa. Partido quer transformar atual programa em instrumento ainda mais eficaz para redução da desigualdade social, assegurando renda às camadas mais vulneráveis da população brasileira
PT propõe ‘turbinar’ o programa social brasileiro que é exemplo para o mundo. Mais Bolsa Família passaria a atender todas as famílias com renda mensal por pessoa de até 600 reais. “Nossa proposta é tributar os mais ricos. Taxar lucros e dividendos, taxar grandes fortunas”, explica a ex-ministra do Desenvolvimento Social à 'Carta Capital'