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‘Tenho Silva no nome’: Janja convoca mulheres a reeleger Lula

Primeira-dama homenageou Dona Marisa, que bordou a primeira bandeira do PT, durante o lançamento da campanha em São Bernardo do Campo

Janja: "A estrela da nossa bandeira, do nosso partido, traz à nossa memória o cuidado e o carinho de Dona Marisa"Foto: Ricardo Stuckert

Com o orgulho de quem carregava o sobrenome Silva antes mesmo de se casar com Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-dama Janja da Silva colocou as mulheres no centro do lançamento da campanha do presidente à reeleição, neste domingo, 16, em São Bernardo do Campo (SP). O ato reuniu 40 mil pessoas.

No Estádio Municipal 1º de Maio, a histórica Vila Euclides, Janja falou de pertencimento, força coletiva e da contribuição decisiva das brasileiras para a democracia. O ato, dirigido e produzido por ela, marcou o início oficial da caminhada de Lula em busca do quarto mandato.

“Antes de casar com o da Silva, Luiz Inácio Lula da Silva, eu já era uma Silva. Com muito orgulho nasci nessa grande família brasileira, assim como milhões de mulheres espalhadas pelo nosso país”, afirmou.

Para Janja, ser uma entre milhões não significa ser apenas mais uma. Cada brasileira carrega diferentes histórias, responsabilidades, desejos e possibilidades.

Mais uma Silva, mas não só. Mais uma Silva porque nós nunca somos só mais uma. Cada uma de nós é muita coisa. Somos muitas em uma”, declarou.

A primeira-dama lembrou que as mulheres são mães, filhas, avós, tias, estudantes, professoras, empreendedoras, doutoras, chefes de família e mães solo. São elas, destacou, que sustentam financeiramente e emocionalmente milhões de lares brasileiros.

Quando uma mulher avança, ela leva com ela todas as mulheres: as que vieram antes, as que caminham ao seu lado e as que vão andar pelo mesmo caminho que ela está trilhando”, disse.

A força de Dona Marisa

Ao falar das mulheres que abriram caminhos antes dela, Janja prestou uma homenagem especial a Dona Marisa Letícia. A primeira-dama recordou a importância da ex-companheira de Lula e de outras mulheres durante as grandes greves dos metalúrgicos do ABC, no fim dos anos 1970.

Embora não estivessem no chão das fábricas nem ocupassem os postos de direção sindical, elas tiveram papel essencial na sustentação das famílias e da mobilização conduzida por Lula por melhores salários, direitos e dignidade.

Essas mulheres, lideradas por Dona Marisa, foram uma força importante e são pouco lembradas. Sem a presença delas, presidente, talvez essa história toda tivesse sido diferente”, afirmou Janja.

Ela também lembrou a contribuição de Dona Marisa para a própria identidade do Partido dos Trabalhadores.

A estrela da nossa bandeira, do nosso partido, traz à nossa memória o cuidado e o carinho de Dona Marisa. Foi ela quem bordou a primeira bandeira do PT e é a ela que eu dedico toda a minha admiração”, declarou.

A gratidão de Lula

Emocionado, Lula agradeceu a homenagem feita por Janja a Dona Marisa e falou sobre como a primeira-dama o ajudou a seguir em frente depois da perda da companheira com quem viveu por 45 anos.

“Quero dizer, Janja, como Deus é justo. Quando a Marisa morreu, eu pensei que era o fim da minha vida, porque tinha vivido com ela 45 anos. Achei que o mundo tinha acabado. Mas, da mesma forma que Deus levou Dona Marisa, Deus me trouxe você para ajudar a continuar nesta luta e seguir vencendo as batalhas que temos de vencer”, afirmou.

Cuidado com as mulheres

Olhando para o futuro, Janja defendeu a continuidade da construção de um país mais justo e igualitário, com oportunidades para que as brasileiras ocupem todos os espaços que desejarem.

“Queremos um país com um presidente que cuide das mulheres e que não pense nas mulheres apenas como alguém que cuida. Queremos alguém que siga caminhando e cuidando com as mulheres, para que as mulheres também tenham tempo e oportunidade para se cuidar, descansar e se divertir”, afirmou.

A primeira-dama citou a ampliação das escolas em tempo integral, a oferta de alimentação escolar de qualidade e a garantia de moradia, trabalho e acesso à terra como condições fundamentais para a autonomia das mulheres.

“Alguém, presidente Lula, que não só governe, mas que cuide de nós, que assegure nossos direitos e garanta a nossa proteção em todos os ambientes”, acrescentou.

Guardiãs da democracia

Janja também destacou a força política das brasileiras, maioria da população e do eleitorado nacional. Para ela, serão novamente as mulheres que garantirão a vitória de Lula e a continuidade do projeto que recuperou direitos e voltou a colocar o cuidado com as pessoas no centro das decisões do país.

“Nós, as mulheres, as da Silva, as Pereira, as Souza, as Oliveiras, as Santos, somos a maioria da população e do eleitorado. Somos as guardiãs da democracia”, declarou.

A primeira-dama afirmou que, assim como ocorreu em 2022, as brasileiras estão prontas para conduzir Lula a uma nova vitória nas urnas.

“Somos nós, as mulheres deste Brasil, que iremos te eleger novamente. Nós, presidente Lula, estamos prontas para mais e juntas na nossa luta histórica e coletiva. Vamos te eleger mais uma vez porque você sempre esteve ao nosso lado, ao lado das mulheres do Brasil”, disse.

Surpresa para Lula

Responsável por dirigir e produzir o evento, Janja encerrou sua participação com uma surpresa para o presidente. Ela convidou ao palco o amigo, pastor e cantor gospel Kleber Lucas.

“A gente sabe que Deus está aqui com a gente, cuidando de nós. A gente vai te homenagear hoje, amor”, anunciou.

Ao lado de Kleber Lucas, Janja cantou “Tapete Vermelho”, jingle da campanha preparado em homenagem a Lula. A apresentação encerrou seu discurso unindo fé, música, afeto e a esperança das milhões de mulheres que, como ela, têm Silva no nome e o Brasil no coração.