2024 terá grande mobilização de movimentos e comitês populares 

Coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral, o senador Humberto Costa falou, em entrevista ao Jornal PT Brasil, sobre as estratégias do partido para ampliar a presença nos municípios na próxima eleição

Reprodução/TvPT

Senador Humberto Costa (PT-PE)

Com foco em um crescimento expressivo do número de prefeitos e vereadores, o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT para as eleições de 2024 discute, entre as principais estratégias, a realização de uma grande mobilização social, com a participação dos movimentos e comitês populares que foram fundamentais para a vitória presidencial de Lula. 

Os detalhes das discussões foram destacados pelo senador Humberto Costa (PT-PE), coordenador do GTE, durante entrevista, nesta quinta-feira (29), ao Jornal PT Brasil. “Nós queremos ter não somente uma aproximação, mas o desenvolvimento de caminhos comuns com os movimentos sociais, seja do campo sindical e dos trabalhadores e agricultores sem terra, seja dos movimentos de bairros e de comunidades”, disse (assista a trecho abaixo e veja íntegra no fim da matéria). 

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Segundo Costa, o apoio dos comitês populares às candidaturas lançadas pelo partido será fundamental. “Toda a estrutura que permeou a participação social na campanha de Lula será reafirmada agora na eleição municipal.”

O parlamentar explicou que, em todas as eleições, o PT cria um GTE, que fica encarregado de fazer um diagnóstico da situação do partido e das condições para a disputa política em cada região. Outra tarefa do grupo é elaborar propostas para a estratégia eleitoral, que, naturalmente, passa pelas instâncias do partido, que é o Diretório Nacional.

O principal objetivo, ressaltou, será o de ampliar o número de Prefeituras sob comando do PT. Mas as eleições de 2024 são muito importantes por dois outros motivos. Primeiro, elas acontecerão no meio do mandato do presidente Lula. “Essas eleições terminam sendo um indicador do grau de apoio, de aprovação que o governo federal tem”, analisou.

Outro aspecto é o de os pleitos municipais servirem de preparação para as eleições gerais, que ocorrem dois anos depois. “Em 2026, um dos nossos objetivos, claramente, tem que ser ampliar a nossa bancada federal, e a eleição municipal nos permite projetar novos quadros, pessoas que poderão disputar 2026 com chance de vitória”, disse Costa. 

Programa de governo

O senador também informou que o partido vai discutir e elaborar um programa de governo geral que deverá embasar aos propostas dos candidatos nos municípios. “Nós temos um modo de governar que já foi consagrado durante décadas, [vamos] aprimorá-lo, aperfeiçoá-lo, para que ele possa ser aplicado em cada município de acordo com a sua realidade, com as suas necessidades”, frisou.

Ainda sobre a forma de o PT governar, o parlamentar disse acreditar que os vários resultados positivos alcançados pelo governo Lula contribuirão para um bom desempenho do partido nas próximas eleições. 

“Eu acredito que teremos uma campanha com uma grande mobilização, especialmente porque acreditamos que, no ano que vem, o governo Lula vai estar muito bem avaliado. O governo e o próprio presidente serão importantes apoiadores das candidaturas do nosso campo nessas disputas eleitorais”, pontuou. 

Ele defendeu que o PT adote uma estratégia de crescimento eleitoral ao mesmo tempo realista e ousada. “E eu acredito que é perfeitamente possível isso, e o GTE vai fazer exatamente pensar essa proposta de estratégia, apresentar ao Diretório Nacional e implementá-la na ação com os estados e os municípios”, detalhou.

Primeiros passos

Entre os primeiros passos dados pelo GTE, o senador disse que foi solicitado aos diretórios estaduais um levantamento da situação do PT nas cidades com mais de 200 mil eleitores. 

“Não sei se esse será o grande corte, naturalmente esse é um dos cortes. Mas há quem defenda, no GTE, que esse corte incida nos municípios com mais de 100 mil eleitores que tenham propaganda eleitoral por meio de rádio e de televisão, e que os municípios menores nós venhamos a discutir de acordo com a realidade de cada estado”, explicou.

“Então, essa discussão está começando. Já fizemos um primeiro relatório, vamos ter, em cada estado, um seminário com o tema Eleição Municipal de 2024. Faremos reuniões com todas as bancadas — federal, estadual — do Partido dos Trabalhadores, assim como com prefeitos e dirigentes municipais e estaduais. Então, esse caminho está indo bem”, adiantou Costa.

“Acreditamos que, se nós tivermos um bom diagnóstico, estabelecermos um bom corte sobre qual será a nossa estratégia, nós vamos ter um resultado eleitoral positivo. Talvez não de obter, como já tivemos em alguns momentos, mais de 600 prefeituras, mas não tenho dúvida de que vamos ter um crescimento expressivo”, acrescentou.

Federação e alianças

O coordenador do GTE falou também sobre a federação partidária e as possíveis alianças do PT nas eleições municipais. “Primeiramente, nós temos a nossa federação, composta pelo PT, PCdoB e PV. E os nossos candidatos, inclusive, formalmente, não serão candidatos do PT, serão candidatos da federação.” 

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Nesse sentido, está sendo aberto o diálogo dentro da federação para que se chegue, o mais rapidamente possível, a um consenso sobre a estratégia eleitoral a ser adotada em cada município. “Consenso sobre nomes que vão compor nossas chapas majoritárias e proporcionais, e temos aí a direção nacional da federação para dirimir muitas dúvidas”, disse Costa.

Ele destacou ainda a possibilidade da união com outras legendas. “É muito provável que aqueles partidos com os quais nós temos uma trajetória política construída de muitos anos no campo da esquerda e da centro-esquerda façam parte desse arco de alianças. É o caso do PDT, é o caso do próprio PSB, é o caso da Rede, é o caso do Psol.”

Da Redação

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