Lula garante acordo com governadores para controlar preço do combustível

‘Queremos fazer um acordo e isso vai acontecer’, afirmou o presidente. Medida provisória que institui subsídio do diesel importado deve ser publicada em breve

Site do PT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem liderado um diálogo importante com os governadores para proteger a população brasileira da alta dos combustíveis. O preço do petróleo tem sido impactado fortemente pela guerra incitada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado de Israel, contra o Irã. A estratégia de Lula passa pela construção de pontes para reduzir impostos e diminuir o impacto das oscilações internacionais no mercado do Brasil.

“Nós tomamos a atitude de isentar PIS e Cofins, no equivalente a 32 centavos do preço do óleo diesel, para a Petrobras não precisar aumentar. E fizemos uma isenção para os governadores não precisarem aumentar. Estamos propondo aos governadores um acordo (…) O governo paga a metade, e eles pagam a metade. Nós não queremos fazer na marra. Nós queremos fazer um acordo e isso vai acontecer”, afirmou Lula.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a medida provisória que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro, deve ser publicada ainda nesta semana. Pela proposta, a União arcaria com o custo de R$ 0,60 e os outros R$ 0,60 serão custeados pelos estados. Mais de 80% dos estados já sinalizaram pela adesão à proposta do Governo Federal. 

Lula explicou que há uma compreensão dos governadores de que se trata de uma medida adotada por um período temporário. “Os governadores entenderam que temos que colocar o interesse do país acima”, disse o ministro.

Durigan disse que trabalha para garantir a adesão de todos os estados antes da publicação da medida provisóario, ainda que isto não seja necessário para que a proposta entre em vigor. “Não precisa de unanimidade, eu gostaria que tivesse para que a gente fizesse o quanto antes, sem qualquer tipo de ruído ou questionamento”.

A subvenção valerá pelo período de até dois meses e foi desenhada como resposta aos impactos da alta do petróleo, influenciada por tensões no Oriente Médio.

Da Rede PT de Comunicação, com informações da Agência Brasil.

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