Preço de combustível dispara no mundo, mas Lula contém impacto no Brasil
Levantamento com 128 países coloca o Brasil entre os que menos repassaram a alta motivada pela guerra no Oriente Médio ao consumidor
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Mesmo diante da disparada do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, iniciada e intensificada por decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Brasil aparece entre os países que menos sofreram aumento nos combustíveis no mundo. Trata-se de um resultado direto da postura adotada pelo Governo Lula para conter os aumentos, em especial do diesel e da gasolina, em meio à alta desenfreada causada pelos conflitos externos.
O Brasil aparece em 90º lugar em aumento da gasolina, num ranking com 128 países, e em 71º lugar na alta diesel, segundo dados do site Global Petrol Prices, divulgados pela Folha de S. Paulo, entre 23 de fevereiro, quando iniciou a guerra, e 6 de abril.
No período, a gasolina avançou, em média, 23,5% no mundo e o diesel subiu 50,8%. No Brasil, o impacto foi no mínimo duas vezes menor. Por aqui, a gasolina aumentou 7,6% e o diesel, 23,5%. Significa que o Brasil está entre os países que menos repassaram a crise internacional aos consumidores.
Entre as medidas adotadas pelo Governo Lula estão subsídios ao diesel e ao gás de cozinha, redução e isenção de tributos, além de reforço na fiscalização contra abusos de preços em postos de combustíveis.
Cenário muito mais favorável no Brasil
A Rede PT de Comunicação acessou a base do Global Petrol Prices de 6 de abril de 2026. Os dados mostram que o Brasil permanece em uma posição intermediária e mais favorável do que diversos países.
Veja o preço médio do litro da gasolina em alguns países, segundo o levantamento:
– Estados Unidos: R$ 6.06
– Brasil: R$ 6,78
– Argentina: R$ 7,87
– Chile: R$ 8,64
– Uruguai: R$ 9,72
– Reino Unido: R$ 10,25
– França: R$ 10,41
– Holanda: R$ 11,62
– Alemanha: R$ 13,09
– Hong Kong: R$ 15,78
A média mundial gira em torno de R$ 6,50 a R$ 7 por litro, o que coloca o Brasil dentro ou abaixo do padrão global, mesmo sob pressão externa.
A diferença para a gestão Bolsonaro
O cenário atual expõe um contraste direto com o modelo adotado no governo anterior. Durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), a política de paridade internacional (PPI) fazia com que qualquer alta no petróleo fosse rapidamente repassada ao consumidor, sem mecanismos de proteção.
Com Lula, essa lógica foi alterada. O governo passou a atuar para proteger o mercado interno, combinando instrumentos econômicos e políticos para evitar aumentos abruptos.
Isso significou uma mudança clara em relação ao modelo anterior. Em vez de repassar automaticamente as oscilações do mercado internacional, o governo adotou medidas para amortecer o impacto da alta do petróleo sobre o consumidor brasileiro.
Entre as principais ações, está a criação de um subsídio emergencial ao diesel, que chegou a cerca de R$ 0,60 por litro, reduzindo diretamente o custo do combustível mais sensível para o transporte de alimentos e mercadorias. O governo também atuou na redução e ajuste de tributos federais.
Outra frente foi o reforço do gás de cozinha (GLP), com ampliação de políticas de acesso e subsídios para famílias de baixa renda, reduzindo o impacto da alta internacional sobre itens essenciais do dia a dia.
Além disso, o governo reforçou a fiscalização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para coibir aumentos abusivos nos postos, especialmente em momentos de instabilidade, quando há maior risco de repasses indevidos.
Da Rede PT de Comunicação.