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Até 2030, Amazonas vai receber R$ 2,8 bi de investimentos da Petrobras, anuncia Lula

Presidente destacou que estatal, que fará os aportes, é estratégica para o desenvolvimento do país

A Petrobras vai investir mais de R$ 2,8 bilhões no estado do Amazonas até 2030. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 27, na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia do Governo Federal no Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, em Manaus. Ao lado de ministros e aliados, Lula reiterou que a estatal petrolífera, a mais lucrativa do mundo, é estratégica para o desenvolvimento do Brasil.

“Nós temos que utilizar o potencial de uma empresa do porte da Petrobras, que é uma empresa que tem ações na bolsa de Nova York, é uma empresa em que o governo pode indicar a direção e o conselho, mas o governo não manda na Petrobras. Mas a gente discute as prioridades do Brasil. Não é o que a Petrobras precisa, é também o que o Brasil precisa”, defendeu o presidente.

O Estaleiro Bertolini ficará encarregado da construção de 18 barcaças encomendadas pela Transpetro, subsidiária de transporte da Petrobras, no valor de R$ 303,5 milhões, para garantir maior eficiência logística no fornecimento de combustível marítimo nos portos do país. Lula destacou que os investimentos, parte do Programa Mar Aberto, significam novos empregos no Amazonas. A expectativa é de que sejam abertas 3,3 mil vagas diretas e indiretas.

“Quando em assumi a Presidência em 2003, a gente tinha menos que 20 mil trabalhadores na indústria naval. Nós chegamos a 82 mil trabalhadores em 2014. Depois, deram o golpe na Dilma: caiu para 16 [mil] outra vez. Nós já estamos em 75 [mil trabalhadores] e meu sonho é chegar a 100 [mil]. Porque quem constrói uma barcaça constrói duas barcaças, três barcaças, quatro barcaças. E a gente não tem que ficar implorando para comprar de fora. Até porque o Brasil é um país que tem 8 mil km de costa marítima”, observou o petista.

A Petrobras também anunciou em Manaus a retomada dos investimentos na produção do Polo Urucu: cerca de R$ 2,5 bilhões para perfurar novos poços e estabelecer 40 km de linhas de conexão entre eles.

Polo Urucu

Localizado dentro da Floresta Amazônica, no município de Coari (AM), o Polo Urucu, que passou uma década sem receber investimentos, é a maior província petrolífera em terra firme (“onshore”) do Brasil, com média de produção de 105 mil barris de óleo por dia. Os novos aportes da Petrobras apontam para um incremento diário de 4,4 mil barris.

O gás natural de Urucu viabiliza 65% da energia elétrica consumida em Manaus e em outros cinco municípios próximos. A produção do gás de cozinha (GLP), em torno de 80 mil botijões por dia, abastece todos os estados da Região Norte e parte do Nordeste.

O objetivo do Governo Lula é levar gás natural a localidades no Norte do país que enfrentam restrições logísticas, por meio de soluções de oferta em áreas remotas da Amazônia, contribuindo para a redução de emissões e o uso mais eficiente dos recursos energéticos da região.

A partir de 2028, a parceria entre a Petrobras e a Amazônica Energy, firmada em novembro do ano passado, entra em operação para ampliar a segurança energética no Norte em pelo menos 100 mil m³/dia.

A atuação da Petrobras no Amazonas é responsável por 14 mil empregos diretos e indiretos. Em 2025, a arrecadação de tributos e participações governamentais destinadas ao estado foi de R$ 1,5 bilhão, sendo a estatal a maior contribuinte de ICMS.

Programa Mar Aberto

As 18 barcaças encomendadas pela Transpetro se inserem no Programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras para ampliar e renovar sua frota própria de navios. Ele prevê a construção de 96 embarcações até 2030, com investimentos de R$ 34,8 bilhões na redução de custos logísticos. Atualmente, os contratos com empresas terceirizadas oneram a Petrobras em cerca de R$ 300 milhões por ano para fazer o transporte e abastecimento de combustível marítimo.

A Transpetro ainda contratou 18 empurradores, a serem construídos em Santa Catarina, para auxiliar o fornecimento e a logística nas seguintes cidades: Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Belém (PA), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).

Da Rede PT de Comunicação, com informações do Planalto, do MME e da Petrobras.