Encontro de mulheres do Setorial Inter-Religioso do PT reafirma luta contra feminicídio
Atividade realizada no dia 24/02, data que marca os 94 anos do voto feminino no Brasil, teve a participação da secretária nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais
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No dia 24 de fevereiro, às mulheres do Setorial Inter-Religioso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) realizaram um encontro virtual marcado por reflexão, denúncia e reafirmação do compromisso com o enfrentamento à violência de gênero.
A atividade contou com a participação da secretária nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, que destacou a urgência de fortalecer o Pacto Nacional de Combate ao Feminicídio, e o enfrentamento à todas as formas de violência contra a mulher, de modo a garantir políticas públicas estruturantes para proteger a vida das mulheres, especialmente as negras, periféricas, do campo; e enfatizou que combater o feminicídio exige políticas públicas estruturantes, orçamento, responsabilização dos agressores e mobilização permanente da sociedade.
A data foi simbólica: celebrou os 94 anos da conquista do voto feminino no Brasil e marcou o início do julgamento dos responsáveis pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, crime que completa oito anos e que se tornou um símbolo da luta por justiça, democracia e pelo direito das mulheres à participação política sem violência.
Durante o encontro, foi reafirmado o Manifesto “Mulheres Vivas”. Pela Vida das Mulheres. Pela fé que liberta”, convocando mulheres de todas as tradições religiosas e não religiosas à união em defesa da vida e contra toda forma de violência. Dentre os encaminhamentos, destaca-se a formação do coletivo nacional de mulheres Inter-Religiosas, a participação nas ações do mês de março e participação ativa nas ações do Pacto nacional contra o feminicídio.
O encontro reafirmou que a luta das mulheres é parte estruturante do projeto democrático-popular defendido pelo Partido dos Trabalhadores. Diante dos números alarmantes de feminicídio e das múltiplas violências, incluindo violência política de gênero, que ainda marcam a realidade brasileira. Dito isto, a mensagem foi clara: é preciso coragem, organização e unidade para que nenhuma mulher tenha sua vida interrompida pela violência.
Pela vida das mulheres. Pela democracia. Pela fé que liberta.
PAREM DE NOS MATAR!






