O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a chapa formada em São Paulo reúne condições para transformar o estado não apenas no mais rico do país, mas também no “estado mais justo, mais sustentável, mais forte, corajoso e progressista, que pertença a todos os paulistas”. Ao saudar dirigentes, militantes e candidatos às casas legislativas, Edinho classificou a composição como histórica.
“Nós nunca conseguimos construir uma chapa tão forte. Nós temos duas mulheres emblemáticas, duas mulheres que são símbolos para São Paulo, para o Brasil e que têm repercussão internacional”, disse, em referência às candidaturas de Marina Silva e Simone Tebet ao Senado.
Edinho também destacou a presença de Márcio França como candidato a vice-governador e ressaltou a trajetória de Fernando Haddad, escolhido para liderar a disputa pelo governo paulista. “Nós estamos oferecendo o maior quadro político do Partido dos Trabalhadores, que é o Fernando Haddad. Essa é a nossa chapa para que a gente possa mudar São Paulo”, afirmou. Segundo ele, a aliança reúne experiência política, capacidade de diálogo e compromisso com a construção de um estado que pertença a toda a população.
O presidente do PT afirmou que o próximo governo precisa considerar a diversidade econômica e social de todas as regiões, sem concentrar suas ações apenas na capital e na região metropolitana. Edinho também criticou duramente a postura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) diante das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos. “Nós não queremos um governador que, quando Trump taxa o nosso estado e as nossas indústrias, veste o bonezinho do Trump, se esconde debaixo da mesa, se esconde debaixo da cama, porque não tem coragem de defender São Paulo”, declarou.
Brasil quer líder que defende o povo, não um
Tik Toker que faz dancinha
Edinho relacionou a eleição brasileira ao avanço da extrema direita e às ameaças enfrentadas pela democracia em diferentes partes do mundo. “Nós estamos vendo os valores do fascismo, que haviam sido derrotados no pós-Segunda Guerra Mundial, voltarem e contaminarem o mundo”, alertou.
Ele acusou o governo Trump de transformar tarifas comerciais em instrumentos de “coerção e violência contra países e povos” e afirmou que a disputa de 2026 representa uma escolha entre dois modelos: “O do ódio, da violência e do fascismo ou o da tolerância, da convivência, da democracia e do diálogo”.
O presidente nacional do PT afirmou que essa mesma disputa está presente no Brasil e criticou políticos que vão aos Estados Unidos para oferecer as riquezas e o patrimônio nacional a interesses estrangeiros.
“Nós não queremos um líder de torcida, um Tik Toker que faz dancinha. Nós queremos um líder que defenda o povo brasileiro, o nosso país e a nossa soberania”, disse.
Para ele, Lula é o líder capaz de unificar o país e fazer o povo voltar a sonhar com desenvolvimento, educação, saúde, tecnologia e industrialização. “O Brasil não é quintal dos Estados Unidos. O Brasil não é puxadinho dos Estados Unidos. O Brasil é o Brasil do povo brasileiro. Para isso, é Lula em 2026, para o bem do Brasil e do povo brasileiro”.