A presidenta Dilma Rousseff já definiu o ajuste fiscal adotado este ano (2015) pelo governo para reequilibrar as contas públicas como “uma ponte” que permitirá ao governo fazer a travessia para um novo cenário de estabilidade econômica.
Mas, o que haverá depois de o país atravessá-la, ainda está em discussão no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão que conduz os estudos para instrumentalizar os gestores da economia brasileira com um plano de ação destinado a revigorar o ambiente macroeconômico.
Em entrevista ao Portal Brasil, o presidente do órgão, agora novamente vinculado ao Ministério do Planejamento, Jessé Souza, informou, na sexta-feira (6), que os temas para aprofundamento de políticas depois do ajuste fiscal são educação, infraestrutura, inovação, mercado de trabalho e tributação.
Segundo ele, a educação e a melhoria dos níveis de produtividade do trabalhador brasileiro são prioridade, pois vão melhorar a relação entre trabalhador e empresa, trazendo mais eficiência ao resultado do trabalho.
Nesse contexto, o país precisa, segundo Jessé, estimular a disseminação e desenvolvimento de conhecimento “de ponta e universalizado para a sociedade”. O conhecimento será o “fator multiplicador” da produtividade e da eficiência.
A escolha dos temas adotou alguns critérios. Jessé disse que a agenda da retomada econômica teve de partir de dois pressupostos básicos: o de que não “há tanto dinheiro quanto existia antes” e que é preciso aprimorar o “aparato de bem-estar social que foi a grande herança dos últimos 15 anos”.
O primeiro está ligado ao encolhimento das atividades econômicas do mercado a partir do ano passado (2014) e, o segundo, é legado do duradouro e inédito período de mais de uma década de expansão da produção industrial no país.
Se consolidou pela aplicação de políticas públicas implantadas a partir do governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2010), e, replicadas pela presidenta Dilma Rousseff, que permitiram ao Brasil passar ao largo da crise econômica internacional iniciada em 2008.
Segundo Jessé, o objetivo do Ipea é formatar propostas de caminhos para a retomada do crescimento econômico. Os temas foram selecionados entre pesquisas e estudos já em andamento e que que ele define como “capacidade instalada no Ipea”.
“Nós escolhemos áreas que são prioritárias no pós-ajuste”, avalia. Jessé informa que as sugestões do Ipea abrangem também a regulação dos mercados e sua capacidade de estimular investimentos em infraestrutura (logística de transportes, energia, telecomunicações).
Essa iniciativa vai compatibilizar a agenda pós-ajuste com programas como de Investimento em Logística (PIL), cuja segunda etapa, lançada pela presidenta Dilma Rousseff em junho, prevê R$ 198,4 bilhões de investimentos em aeroportos, ferrovias, portos e rodovias.
Por Márcio de Morais, da Agência PT de Notícias
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