Juros altos comprometem crescimento econômico e geração de empregos

Diante do anúncio do BC, na quarta-feira, a presidenta do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que “não há economia que resista a uma taxa de juros de 13,75%”. Segundo Gleisi, “o Brasil precisa urgente de crescimento, para gerar empregos e oportunidades”.

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Banco Central. Imagem: Site do PT

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quarta-feira, 1 o Banco Central manteve a taxa de juros em 13,75%. Hoje, sexta-feira, 3, o jornal Valor Econômico confirma que a taxa básica de juros (Selic) elevada começou a afetar a atividade econômica no Brasil.

Diante do anúncio do BC, a presidenta do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que “não há economia que resista a uma taxa de juros de 13,75%”. Segundo Gleisi, “o Brasil precisa urgente de crescimento, para gerar empregos e oportunidades”. Para a presidenta do PT, “o país não pode ficar esperando que o Banco Central caia na real”.

De acordo com matéria do jornal Valor Econômico, os setores mais dependentes do crédito são os primeiros a sentir o impacto, assim como indicadores de confiança. Também segundo o jornal, economistas afirmam que a tendência deve se manter no curto prazo, resultando em um cenário negativo para a atividade econômica.

Os indicadores apontados pelo jornal mostram que, de janeiro a dezembro de 2022, o indicador do BC que estima o custo médio dos empréstimos para famílias e companhias passou de 26,82% para 30,62% ao ano. Para empresas, o índice foi de 16,41% para 19,41% no período. Para pessoas físicas, saltou de 35,98% para 40,19%. Já a expansão do crédito, por sua vez, desacelerou, indo de 8,2% em novembro para 7,7% em dezembro.

Atualmente, o BC é independente por força da “Lei da Independência do Banco Central”, sancionada por Bolsonaro em 24 de fevereiro de 2021.  Na época, o argumento para a independência do BC era que a medida permitiria que o país pudesse conviver com taxas de juros mais baixas.

No entanto, ocorreu o contrário, um aumento  constante das taxas de juros. O governo Bolsonaro iniciou a sua gestão, em 2019, com a Selic em 6,5%, e deixou o cargo, em dezembro de 2022, com uma taxa em 13,75% – mantida na quarta-feira.

Da Redação, com jornal Valor Econômico

 

 

 

 

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