Nota da Bancada do PT na Câmara contra o desmonte do Banco do Brasil

A convocação do ministro Paulo Guedes, além de convites a outras autoridades governamentais, para que se expliquem no Parlamento, são urgentes para que possamos impedir essa ação vergonhosa e destruidora contra o Banco do Brasil, seus trabalhadores e toda a população brasileira, que é atendida pela instituição em todos os rincões do País, defende a nota

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O ano mal começou e a dupla Bolsonaro e Guedes, seu ministro entreguista da Economia, já provoca mais estragos na trôpega economia brasileira.

A nova vítima do governo federal é o Banco do Brasil. Esse patrimônio do povo brasileiro, para Bolsonaro e Guedes, precisa ser desmontado, necessita ficar decrépito para deleite dos privatistas neoliberais que estão de olho para comprá-lo.

Pois o governo federal anunciou no dia 11/01, demitir até 5 de fevereiro deste ano, cinco mil trabalhadores e trabalhadoras, por meio de um Plano de Demissão Voluntária (PDV). Mas além das demissões, serão fechadas 112 agências, 242 postos de atendimento (PA) e sete escritórios, num total de 361 unidades em todo o País.

A Bancada do PT na Câmara dos Deputados denuncia esse disparate desde o anúncio na última segunda-feira (11). Vamos envidar todos os esforços legais, jurídicos, legislativos e de mobilização social e política a fim de barrar a entrega do Banco do Brasil aos ‘tubarões’ do mercado financeiro, bem como trabalhar para estancar a demissão de 5 mil trabalhadores e trabalhadores da instituição.

É mister registrar que o BB também é um importante instrumento de crédito para a agricultura, indústria, comércio e para as pessoas físicas, em suas mais de 73 milhões de contas espalhadas pelo Brasil.

É importante ainda frisar que o Banco do Brasil é o principal financiador da agricultura (e quase o único no caso da familiar). Além disso, em comparação com os grandes bancos privados, frequentemente oferece juros mais baixos nas linhas de crédito mais utilizadas, tanto para a pessoa física (como no cheque especial, crédito consignado e cartão de crédito) como para a jurídica (no capital de giro). E no caso destas, tomando proporcionalmente mais risco e emprestando a quem tem dificuldade para tomar crédito.

A convocação do ministro Paulo Guedes, além de convites a outras autoridades governamentais, para que se expliquem no Parlamento, são urgentes para que possamos impedir essa ação vergonhosa e destruidora contra o Banco do Brasil, seus trabalhadores e toda a população brasileira, que é atendida pela instituição em todos os rincões do País.

Desde o golpe de 2016, a sanha privatista de Temer, e agora de Bolsonaro, levam o País à derrocada econômica com privatizações de empresas públicas, as quais são indispensáveis à soberania nacional, bem como, imprescindíveis para manter serviços públicos de qualidade, que devem ser garantidos aos cidadãos e cidadãs brasileiros.

Portanto, nosso apoio total e irrestrito aos bancários, a todos os atingidos por essa medida desastrosa. Estamos unidos para defender os trabalhadores, as políticas públicas que são acessadas via Banco do Brasil, bem como, lutar para que a população não seja ainda mais prejudicada por esse (des) governo entreguista, antinacional e antipopular.

Brasília, 12 de janeiro de 2021.

Enio Verri
Líder da Bancada do PT na Câmara

 

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