Como mais uma ação de combate ao furto de celulares e ampliação de políticas de Segurança Pública, o presidente Lula anunciou, na semana passada, durante a abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), em Brasília, que o Governo Federal estrutura uma nova fase no enfrentamento ao roubo de celulares, com intuito de garantir a devolução dos aparelhos diretamente aos donos, sem que a vítima precise ir à uma delegacia.
A proposta é a utilização das agências dos Correios como ponto de entrega, com envio uma mensagem a quem está com o telefone roubado, avisando que é hora de devolvê-lo.
a nova fase do programa mira quem compra e vende esses aparelhos ilegalmente. “Eu estou tentando encontrar uma fórmula de apertar o botão vermelho e falar com 2,5 milhões de celulares roubados. Eu só quero prejudicar quem roubou. Eu só quero prejudicar a loja que compra e vende. Mas não quero prejudicar a pessoa que, inocentemente ou por necessidade, comprou“, afirmou o presidente.
Lula explicou a razão para que exista a possibilidade de entrega nas agências do Correio: “Quero devolver no Correio, porque na delegacia a pessoa até tem medo, não sabe o tipo de delegado ou policial que vai encontrar. Então vamos tentar fazer com que a ida seja ao Correio”, afirmou Lula.
Segundo o presidente, um estudo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) registra a existência de cerca de 2,5 milhões de celulares roubados em todo o país. De acordo com Lula, a plataforma irá disparar um alerta para cada um dos 2,5 milhões de celulares roubados que o governo já tem em registro.
“Nós não sabemos quem roubou, mas sabemos que os telefones foram roubados”, disse. “Eu apertaria um botão e mandaria uma mensagem dizendo que todos os dois milhões e meio de pessoas que estão com o celular roubado precisam devolver. Porque quem está com ele pode estar cometendo um delito e, se for pego, pode sofrer punição desnecessária“, disse Lula.
O programa: do bloqueio à devolução
Lançado em 2023, o programa Celular Seguro surgiu com um propósito claro: possibilitar a população uma ferramenta segura e rápida para bloquear o aparelho e as contas bancárias vinculadas a ele em caso de roubo, furto ou perda. Esta ação reforçou, desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, uma resposta do governo a um dos crimes que mais aflige o povo brasileiro na atualidade.
Agora, o governo do presidente Lula pretende turbinar e estender sua atuação. A proposta é que esse programa seja uma verdadeira política nacional de investigação, localização e restituição de celulares. Diante disso, está sendo montada a Base Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), uma ferramenta que poderá ser acessada por estados, polícias civis e secretarias de Segurança Pública. O governo federal já começou a orientar gestores estaduais sobre como usar o sistema desde o dia 13 de maio.
Combate ao roubo, política de segurança pública
Diferente de governos anteriores, que não olhavam para esta grave situação, o roubo de celulares é atualmente uma das grandes fatalidades urbanas. E o Governo Lula decidiu encarar o problema de frente. O celular roubado não é apenas um item perdido: é a porta de entrada para golpes bancários, clonagem de dados, invasão de contas e financiamento de redes criminosas.
O Celular Seguro é mais uma das ações do Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Lula. Mais de 3,8 milhões de usuários já aderiram à plataforma. Só em 2025, foram quase 198 mil pedidos de bloqueio de aparelhos.
Com a BNCR e a parceria com os Correios, o governo federal quer dar um salto de qualidade. O novo formato do programa faz parte de uma estratégia mais ampla da gestão do presidente Lula para a segurança pública. No dia 12 de maio, o presidente lançou o Brasil Contra o Crime Organizado, um pacote de cerca de R$ 11 bilhões em investimentos. O combate ao roubo de celulares, agora com devolução facilitada e rastreamento nacional, entra como uma das frentes para combater esse problema de quem vive nas cidades.
Como funciona?
Se o celular for roubado, furtado ou perdido, o usuário pode emitir um alerta pelo aplicativo ou pela versão web do sistema. Com um único registro, é possível:
- Bloquear a linha telefônica;
- Bloquear contas bancárias e aplicativos financeiros parceiros;
- Bloquear o aparelho (IMEI), dependendo da opção escolhida;
- Registrar a ocorrência para auxiliar a recuperação do dispositivo.
O programa também permite consultar se um celular usado possui restrições antes da compra, evitando golpes e a circulação de aparelhos roubados.
Quem é atendido?
O programa é voltado para todos os brasileiros e brasileiras que possuem celular e conta Gov.br.
Rede PT de Comunicação, com informações da Agência Brasil e Agência Gov.