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Combate à pandemia

  • Após diagnóstico positivo para Covid-19, em dezembro, ex-presidente Lula e delegação que viajou para Cuba permaneceram em isolamento, respeitando os protocolos do sistema de saúde cubano. “Eu e toda minha equipe somos agradecidos à dedicação dos profissionais de saúde e do sistema de saúde pública cubano que estiveram conosco no cuidado diário”, afirmou o ex-presidente, já curado após cumprir quarentena. “Sentimos na pele a importância de um sistema público de saúde que adota um protocolo unificado, inspirado na ciência e nas diretrizes da OMS. E quero estender as minhas saudações a todos os profissionais de saúde que se esforçam para fazer o mesmo aqui no Brasil, apesar da irresponsabilidade do presidente da República e do ministro da Saúde”, disse o ex-presidente
  • Em resposta à liminar apresentada pelo governo da Bahia, que tem pressa na aquisição de 50 milhões de doses da vacina russa contra a Covid-19 para o Consórcio Nordeste, ministro Ricardo Lewandowski dá 72 horas para a agência detalhar relatório sobre imunizante. “É com indignação que assistimos à incapacidade do governo federal de autorizar e comprar outras vacinas contra a Covid-19 como a Sputnik V, que está prestes a ser aprovada também pela agência europeia”, reagiu o governador Rui Costa
  • Inabilidade do Itamaraty e incompetência do ministro da Saúde Eduardo Pazuello agravam crise. Deputado Paulo Teixeira (PT-SP) propôs nesta terça-feira (19) que o Congresso Nacional crie uma delegação de parlamentares para dialogar com o governo chinês e garantir a importação dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), necessários para a produção das vacinas no país. Iniciativa de Teixeira soma-se aos esforços da presidenta Nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que defende a articulação urgente de uma agenda que permita ao Congresso reagir diante da crise causada pelo desgoverno Bolsonaro
  • Em entrega simbólica das vacinas em Guarulhos, governadores defenderam aplicação imediata das imunizações, cujo início estava previsto para quarta-feira (20). “É só o começo de uma caminhada que vamos vencer juntos, com a ajuda da ciência e de todos aqueles que lutaram contra a pandemia durante quase um ano no Brasil”, afirmou o governador do Piauí, Wellington Dias. Em nome do Fórum de governadores, Dias cobrou do governo federal um cronograma de vacinação para os próximos meses
  • Mesmo com entrave burocrático da Anvisa, que passou a exigir estudo clínico realizado no Brasil para analisar o pedido de uso emergencial da vacina, governadores dos nove estados da Região saem na frente para proteger a população com a Sputnik V, cuja eficácia é superior a 90%. “Determinei à Procuradoria Geral do Estado da Bahia que ingresse com uma ação no Supremo Tribunal Federal para que possamos efetivar a compra direta da vacina russa Sputnik V”, disse o governador da Bahia, Rui Costa
  • “Leva tempo para dimensionar a produção de doses — não só em milhões, mas aqui estamos falando de bilhões”, afirma a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan. Até o momento, a imunização, que deve chegar a 70% da população mundial para ter eficácia, foi aplicada em menos de 0,5%, cerca de 28 milhões de pessoas. Com o avanço da Covid-19 – nos EUA, 4,5 mil pessoas morreram em um dia – especialistas reforçam aumento das medidas para prevenção do contágio. Brasil volta a bater recorde na média móvel de novos casos
  • Contágios batem recorde e chegam a 53,2 mil novos casos diários em média neste domingo (10). Do mesmo modo, a média de mortes superou a marca de mil óbitos, a maior desde 10 de agosto. Na Europa, Angela Merkel alerta que as próximas semanas serão as mais difíceis. Especialistas insistem que somente um rigoroso ‘lockdown’ poderá impedir o total descontrole do surto e evitar mais mortes. “É uma medida de curto prazo, que não faz o vírus desaparecer, mas reduz o número de casos para que outras sejam implementadas e tenham efeito a longo prazo”, afirma o pesquisador de Oxford Ricardo Schnekenberg”
  • “Bolsonaro bloqueou tudo o que o Brasil tem para dar resposta adequada à pandemia da Covid-19, como já fizemos inclusive em outra epidemias”, acusou o deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (SP). “Ele colocou o País em um projeto da morte, sem testes suficientes, sem apoio às equipes de atenção básica de saúde, bloqueou o [programa] Mais Médicos, e estabeleceu uma guerra, um conflito com os estados e municípios, que ajudam o governo federal a coordenar o SUS”, lamentou. De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, nesta quinta-feira (7), o país registrou 200.011 mortos e mais de 7,9 milhões de casos da doença
  • Descontrole sanitário é agravado já na primeira semana do ano e coloca o Brasil novamente na casa dos mil óbitos por dia: nesta quarta-feira (6), foram registradas 1.186 mortes em 24 horas. No levantamento dia anterior, foram 1.248 óbitos, encostando no pico de agosto, quando o país perdeu 1.271 pessoas em apenas um dia. “A equação brasileira é a seguinte: ou o país entra num ‘lockdown’ nacional imediatamente, ou não daremos conta de enterrar os nossos mortos em 2021”, alerta o neurocientista Miguel Nicolelis, coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste
  • Além da União Europeia, levantamento do site ‘Poder 360’ inclui México, Chile e Costa Rica entre os países que começaram a imunizar suas populações. Argentina inicia aplicação da vacina russa Sputnik V nesta terça-feira (29). Após afirmar não “dar bola” para pressão por início da vacinação, Bolsonaro não apresenta plano mas diz que “tem pressa”, ao mesmo tempo em que levanta desconfiança sobre a segurança de vacinas testadas e aprovadas. Pesquisadora da USP critica incompetência do governo e alerta que o país pode ficar sem cobertura caso a chinesa CoronaVac não seja aprovada. “Se a CoronaVac se mostrar ruim, estamos em um mato sem cachorro”, diz Natalia Pasternak
  • Técnicos do Tribunal de Contas afirmam que não há planejamento “minimamente detalhado” do governo federal. Também constataram descumprimento de prazos estabelecidos em contratos e falta de entrega de EPIs, respiradores e kits de testes. Governo Lula vacinou mais de 100 milhões de pessoas na pandemia de H1N1, em 2010
  • Enquanto Bolsonaro utiliza a vacina como arma política, o Brasil registra o maior número de novas infecções desde julho – mais de 70 mil – e assiste a um aumento das mortes: 968 óbitos diários. Nesta quinta-feira (17), 183.959 mortes e 7.053.486 contaminações foram registradas. Atraso nas vacinações, somado ao fim do auxílio emergencial, agravará quadro de caos social e sanitário, alertam especialistas. Fiocruz prevê colapso do sistema de saúde após festas de fim de ano
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