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Coronavírus

  • Com pandemia em descontrole, governo Bolsonaro tenta desovar 1 milhão de testes que irão vencer em abril. “Que nome a gente dá pra um governo que deixa a Covid-19 se espalhar e o povo morrer e ainda quer empurrar testes que estão para vencer para o Haiti?”, questiona a presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann. Ministro do TCU aponta “crime de lesa-pátria”. Desgaste aumenta pressão por impeachment
  • Em reunião da comissão externa que trata da pandemia do coronavírus na Câmara, o general da reserva Ridauto Fernandes comentou a falta de oxigênio na capital amazonense. “Abre o leito, bota o paciente e ele vai morrer asfixiado no leito. E aí, vai adiantar abrir o leito?”, questionou Fernandes. Mutação do vírus já circula pelo país e preocupa especialistas. País registra terceiro maior dia de óbitos desde o início do surto, com 1.439 mortes
  • Condição de pária internacional é confirmada mais uma vez com estudo do think thank australiano ‘Lowy Institute’, que analisou a atuação de quase 100 países no enfrentamento do surto. Nova Zelândia foi considerada o país mais bem sucedido em frear a propagação do vírus após impor ‘lockdown’. No Brasil, especialistas traçam cenário ainda mais sombrio a partir do colapso de Amazonas e Pará e da circulação de novas variantes do vírus. Na quarta (28), o país ultrapassou 220 mil mortes e 9 milhões de casos
  • Com alta de casos e mortes por Covid-19, caos no sistema de saúde segue de Manaus para o resto do Amazonas e a fronteira com o Pará, onde sete pessoas de uma mesma família morreram por falta de oxigênio em apenas um dia. País tem 211.646 óbitos, 63,5 mil novos casos e agora soma 8,5 milhões de infecções. Média móvel de casos subiu 49% em comparação à de duas semanas atrás enquanto a de óbitos cresceu 33%. Pior da pandemia está por vir, alertam especialistas
  • País dispõe de doses para vacinar 4% dos grupos prioritários, com o primeiro lote garantindo a imunização de 2,8 milhões de pessoas. “Infelizmente, como o colapso estarrecedor e sem precedentes ocorrido na cidade de Manaus ilustrou de forma explícita, o Brasil vai precisar de muito mais do que vacinas eficazes e seguras contra a Covid-19 para escapar dos múltiplos colapsos”, alerta o coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, Miguel Nicolelis, que defende a adoção urgente de um ‘lockdown’
  • Contágios batem recorde e chegam a 53,2 mil novos casos diários em média neste domingo (10). Do mesmo modo, a média de mortes superou a marca de mil óbitos, a maior desde 10 de agosto. Na Europa, Angela Merkel alerta que as próximas semanas serão as mais difíceis. Especialistas insistem que somente um rigoroso ‘lockdown’ poderá impedir o total descontrole do surto e evitar mais mortes. “É uma medida de curto prazo, que não faz o vírus desaparecer, mas reduz o número de casos para que outras sejam implementadas e tenham efeito a longo prazo”, afirma o pesquisador de Oxford Ricardo Schnekenberg”
  • Com os EUA batendo o recorde 4 de mil óbitos diários e o Brasil retomando ao patamar de mais de mil mortes em 24 horas, cientistas recomendam endurecimento de medidas de restrição. Juntos, os dois países somam mais de meio milhão de vítimas fatais, com 574.889 óbitos. “O Brasil precisa fazer algo muito parecido ao que aconteceu na Grã-Bretanha nos últimos dias: o lockdown”, adverte o neurocientista e coordenador do Comitê de Combate ao Coronavírus do Consórcio Nordeste, Miguel Nicolelis.
  • “Bolsonaro bloqueou tudo o que o Brasil tem para dar resposta adequada à pandemia da Covid-19, como já fizemos inclusive em outra epidemias”, acusou o deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (SP). “Ele colocou o País em um projeto da morte, sem testes suficientes, sem apoio às equipes de atenção básica de saúde, bloqueou o [programa] Mais Médicos, e estabeleceu uma guerra, um conflito com os estados e municípios, que ajudam o governo federal a coordenar o SUS”, lamentou. De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, nesta quinta-feira (7), o país registrou 200.011 mortos e mais de 7,9 milhões de casos da doença
  • Descontrole sanitário é agravado já na primeira semana do ano e coloca o Brasil novamente na casa dos mil óbitos por dia: nesta quarta-feira (6), foram registradas 1.186 mortes em 24 horas. No levantamento dia anterior, foram 1.248 óbitos, encostando no pico de agosto, quando o país perdeu 1.271 pessoas em apenas um dia. “A equação brasileira é a seguinte: ou o país entra num ‘lockdown’ nacional imediatamente, ou não daremos conta de enterrar os nossos mortos em 2021”, alerta o neurocientista Miguel Nicolelis, coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste
  • Além da União Europeia, levantamento do site ‘Poder 360’ inclui México, Chile e Costa Rica entre os países que começaram a imunizar suas populações. Argentina inicia aplicação da vacina russa Sputnik V nesta terça-feira (29). Após afirmar não “dar bola” para pressão por início da vacinação, Bolsonaro não apresenta plano mas diz que “tem pressa”, ao mesmo tempo em que levanta desconfiança sobre a segurança de vacinas testadas e aprovadas. Pesquisadora da USP critica incompetência do governo e alerta que o país pode ficar sem cobertura caso a chinesa CoronaVac não seja aprovada. “Se a CoronaVac se mostrar ruim, estamos em um mato sem cachorro”, diz Natalia Pasternak
  • Enquanto Bolsonaro utiliza a vacina como arma política, o Brasil registra o maior número de novas infecções desde julho – mais de 70 mil – e assiste a um aumento das mortes: 968 óbitos diários. Nesta quinta-feira (17), 183.959 mortes e 7.053.486 contaminações foram registradas. Atraso nas vacinações, somado ao fim do auxílio emergencial, agravará quadro de caos social e sanitário, alertam especialistas. Fiocruz prevê colapso do sistema de saúde após festas de fim de ano