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Vacina contra Covid-19

  • Enquanto Bolsonaro utiliza a vacina como arma política, o Brasil registra o maior número de novas infecções desde julho – mais de 70 mil – e assiste a um aumento das mortes: 968 óbitos diários. Nesta quinta-feira (17), 183.959 mortes e 7.053.486 contaminações foram registradas. Atraso nas vacinações, somado ao fim do auxílio emergencial, agravará quadro de caos social e sanitário, alertam especialistas. Fiocruz prevê colapso do sistema de saúde após festas de fim de ano
  • Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 apresentado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, nesta quarta-feira (16), não informa data de início para imunizações. Documento foi duramente criticado pelo deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), para quem a pasta da Saúde “transformou um momento ímpar da nossa história em um evento de fake news e de ausência de compromisso com a Ciência, com a vida e com as pessoas”. “O Ministério da Saúde precisava afirmar sobre a segurança e eficácia da vacinação, precisava se comunicar com o povo para apresentar informações diferentes do que o presidente Bolsonaro tem feito”, observou o ex-ministro da Saúde
  • Governo federal tem até esta terça-feira (15) para apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) as datas referentes ao plano nacional de vacinação contra a Covid-19. Pasta entregou à Corte , na sexta-feira (11), um plano com previsão de vacinar 51 milhões de pessoas pertencentes aos grupos prioritários, divididos em quatro fases. Ex-ministro da Saúde Arthur Chioro critica falta de coordenação do governo e prevê cobertura da população somente em 2022. “Nós só vamos chegar a uma cobertura vacinal razoável para trazer proteção à sociedade brasileira em julho de 2022″, alerta Chioro. “Teremos 300 milhões de doses de vacina até o final de 2021. Isso não é capaz de sustentar o fim da cadeia de transmissão da doença”, adverte
  • “A previsão de recursos para vacina no orçamento da saúde será um passo fundamental para garantir a imunização de toda a população”, aponta o líder da bancada do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE).  Em 2021, o SUS perderá aproximadamente R$ 40 bilhões, caso o orçamento de ações e serviços públicos de saúde seja aprovado com base na Emenda Constitucional 95, que congelou investimentos por 20 anos, como quer o governo federal
  • Levantamento da União Pró-Vacina, ligada à USP Ribeirão Preto, indica que nota da Secom, que oficializou frase do presidente “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina” foi replicada nas redes sociais de grupos antivacina, gerando milhares de compartilhamentos. Ao contrário da Secom, que divulgou rapidamente a peça de sabotagem ao combate à pandemia nas redes do governo, a página do Ministério da Saúde no Facebook, dedicada a informar a população sobre a importância das vacinas, não divulga qualquer conteúdo desde o início de junho
  • De acordo com o governo, o protocolo da vacina será submetido ao Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e à Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que os testes sejam autorizados. Feita a aprovação, o memorando estabelece que a Bahia seja responsável pela comercialização da vacina no país. “A vacina [russa] segue a linha mais tradicional, mais antiga do mundo, de produção de vacina. O que torna o processo talvez mais seguro e talvez a taxa de acerto dessa vacina vai ser maior, porque não tem inovação, é a prática mais antiga, mais consolidada”, afirmou o governador Rui Costa
  • Na quinta-feira (3), o Conselho Nacional de Saúde (CNS), publicou uma recomendação para que seja retirada imediatamente qualquer material de comunicação oficial do governo que faça “alusão à não obrigatoriedade de vacinação contra a Covid-19”. A nota técnica também afirma que o Ministério da Saúde deve, ao contrário, engajar-se em campanhas de conscientização “sobre a importância da vacinação como forma de reduzir a mortalidade de doenças imunopreveníveis”. Revista científica ‘Lancet’ aponta resultados promissores de testes com vacina russa
  • “Quando o interesse público, coletivo, está em jogo, a liberdade individual perde o sentido”, defende o senador e ex-ministro da Saúde, Humberto Costa (PT-PE). “Nenhum direito fundamental é absoluto, ou seja, o direito à liberdade não é absoluto a ponto de estar acima do direito à saúde das outras pessoas”, afirma a professora de direito constitucional Estefânia Barbosa da UFPR. Campanha contra vacinação fere artigo 196 da Constituição Federal, que determina que saúde é um direito de todos e um dever do Estado
  • Indústria subterrânea de mentiras que elegeu Bolsonaro e Trump agora prejudica estratégias de combate a pandemia ao confundir população com notícias falsas. Levantamento do UPVacina, da USP Ribeirão Preto, detectou, entre maio e julho, crescimento de 383% de postagens com informações inverídicas sobre a vacina contra o coronavírus no Facebook. Do total, apenas 11% foram marcadas pela rede social como conteúdo falso. “A preocupação é que o efeito da ação desse mecanismo coloque em risco futuras campanhas de vacinação contra a covid-19 e até mesmo a confiança geral nas vacinas”, alerta João Henrique Rafael Junior