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‘A inflação está sob controle e crescemos mais do que o mundo esperava’, diz Durigan

Em audiência na Câmara, ministro da Fazenda afirma que o Brasil tem registrado resultados superiores às projeções de mercado, sucessivamente

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados ouviu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira, 17, que defendeu o desempenho da economia brasileira sob a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação do ministro, os números alcançados pelo Governo Federal nos últimos três anos e meio se devem à combinação entre crescimento econômico, controle dos preços, manutenção das políticas sociais e queda do desemprego, tudo isso apesar do cenário internacional adverso.

“A inflação está sob controle, [economia] crescendo mais do que o mundo esperava, gerando emprego. Isso mostra um equilíbrio que é fundamental”, afirmou Durigan.

O ministro da Fazenda observou que o país tem registrado resultados superiores às projeções de mercado e dos organismos internacionais sucessivamente. Até o momento, foram mais de 5 milhões de empregos e crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) acima de 3%. “O Brasil está surpreendendo o FMI [Fundo Monetário Internacional] porque cresce trimestre a trimestre mais do que se esperava”, declarou aos deputados.

Além disso, os esforços do Governo Lula para manter a inflação controlada, em meio às guerras no Oriente Médio e no leste europeu, devem assegurar o menor patamar médio da série histórica, segundo Durigan. O equilíbrio econômico, argumentou o ministro, permite que a renda das famílias esteja resguardada. Ele mencionou o programa Novo Desenrola Brasil, que já beneficiou mais de seis milhões de famílias com descontos de 80% nas dívidas bancárias.

“O valor que nós estamos incentivando no Desenrola é o valor do pagamento. Quem paga é quem tem que ser valorizado”, explicou o chefe da Fazenda.

Durigan ainda destacou o diálogo construtivo com o Congresso Nacional e a adoção de medidas estruturantes. Desde 2023, mais de 75 propostas legislativas foram aprovadas, incluindo a reforma tributária, novas regras fiscais e iniciativas voltadas à recuperação da economia.

Contas públicas

Sobre a condução das contas públicas, o ministro da Fazenda rebateu as críticas da imprensa e do mercado financeiro. Durigan reafirmou o compromisso do Governo Lula com o equilíbrio fiscal e com a manutenção dos programas sociais ao citar o bloqueio de R$ 23 milhões no orçamento federal mesmo em ano eleitoral. “A política econômica faz corte de gastos, cuida das contas públicas, cuida do povo, das políticas sociais e da economia”, sustentou.

Durigan ponderou que o conjunto de medidas adotadas nos últimos três anos e meio permitiu ao Brasil atravessar um período de incertezas globais com estabilidade econômica e social. “Essa estabilidade internacional em um mundo instável é uma grande dádiva que o nosso país tem. Ela resulta de medidas estruturais e de uma política econômica que busca equilíbrio em várias frentes”, indicou.

Balança comercial

O chefe da Fazenda também lembrou aos deputados que o Brasil expandiu o comércio e diversificou os parceiros. De acordo com Durigan, a participação dos Estados Unidos (EUA) na balança comercial brasileira minguou ao longo dos últimos anos, enquanto cresceram as exportações para países da Ásia, Oriente Médio, Europa e América do Norte.

O ministro considera que essa estratégia de ampliação dos mercados fortalece a capacidade do país de enfrentar crises externas e foi elogiada por instituições financeiras internacionais. “O que eu ouvi na reunião de ministros de Fazenda do FMI é que os países precisam ter economia forte, fiscal ajustado, superávit energético e proteção social. E o primeiro exemplo citado foi o Brasil”, relatou Durigan.

Preservação do meio ambiente

Outro ponto destacado pelo ministro foi o desempenho do agronegócio. Ele atribuiu as safras recordes consecutivas à ampliação dos recursos do Plano Safra, sem que se abrisse mão da preservação ambiental. Para Durigan, a redução do desmatamento aliada ao aumento da produção agrícola fortalece a posição do país no comércio internacional.

“Nós estamos batendo recordes de safra ano após ano e, ao mesmo tempo, alcançando mínimas históricas de desmatamento”, comemorou.

Da Rede PT de Comunicação.