Mulher negra e de origem periférica, a deputada Andreia de Jesus (PT-MG), utilizou o espaço da campanha Um minuto pela Vida das Mulheres para expor a realidade que vive na Assembleia Estadual do estado.
“Já fui ameaçada diversas vezes enquanto deputada, por atuar em defesa dos direitos humanos, dos povos e comunidades tradicionais, pessoas privadas de liberdade e os conflitos fundiários”, anuncia
Em seu segundo mandato, Andréia confessa que em diversas situações se sente intimidada no exercício de sua função pública, por defender setores da sociedade que são estigmatizados. Sua experiência também evidencia que a violência política de gênero pode atingir mulheres que atuam na defesa de pautas historicamente marcadas por conflitos e disputas.
A violência, nesse contexto, não atinge apenas a mulher que ocupa o mandato. Ela também representa uma tentativa de limitar a representação política e impedir que determinadas pautas e grupos tenham suas demandas defendidas nos espaços institucionais. Quando uma mulher é ameaçada para que deixe de exercer seu mandato, toda a sociedade perde a possibilidade de ser representada.
Coragem para romper o silêncio
O depoimento de Andréia de Jesus integra a campanha Um Minuto pela Vida das Mulheres, que reúne mulheres que ocupam espaços de liderança para compartilhar experiências pessoais de violência de gênero e sensibilizar toda a sociedade.
A série já contou com os relatos da deputada federal Jack Rocha (PT-ES); da ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz Nísia Trindade; da secretária nacional adjunta de Comunicação do PT Camila Moreno; da secretária nacional de Nucleação do PT Claudinha Lima; da vereadora Luna Zarattini (PT-SP); da vereadora Eugênia Lima (PT-PE); e da senadora Teresa Leitão (PT-PE), primeira mulher a ocupar a liderança do Governo no Senado.