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Lula: ‘Esse país não pode voltar a ser governado por gente que não gosta de pobre’

Do acesso à universidade ao atendimento no SUS, presidente destaca políticas que ampliam o acesso à saúde, à educação e a uma vida digna

"Se acharem que eu mereço a confiança de vocês, votem em mim, porque eu estou votando em vocês”, disse LulaFoto: Ricardo Stuckert

“Esse país não pode voltar a ser governado por gente que não gosta de pobre.” O alerta foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na quinta-feira, 20, durante ato na Arena das Dunas, em Natal, no Rio Grande do Norte, ao lado do candidato a governador Cadu de Lula.

Lula afirmou que a eleição de outubro colocará diante dos brasileiros dois projetos distintos: de um lado, aquele que amplia direitos e oportunidades; do outro, o projeto que despreza as necessidades da maioria da população.

“Esse país não pode voltar a ser governado por gente que não gosta de pobre. Não pode ser governado por gente que não gosta que pobre vá para a universidade”, declarou.

Lula disse sentir orgulho ao encontrar trabalhadores que puderam ver seus filhos chegar à universidade e exercer profissões que, durante muito tempo, estiveram praticamente restritas às famílias mais ricas.

Para Lula, o Brasil precisa garantir que os filhos das trabalhadoras domésticas tenham as mesmas oportunidades de estudar e exercer profissões valorizadas que os filhos de seus patrões.

O presidente pediu que os eleitores avaliem quem, ao longo da história, criou mais políticas de inclusão social e abriu as portas das universidades, dos institutos federais e do mercado de trabalho para a população mais pobre.

“Vocês não têm que votar no Lula, vocês têm que votar em vocês. Se acharem que eu mereço a confiança de vocês, votem em mim, porque eu estou votando em vocês”, afirmou.

Saúde pública com dignidade

O presidente lembrou que procedimentos como a radioterapia já foram praticamente inacessíveis para a parcela mais pobre da população. Segundo ele, a função do governo é assegurar que todos possam utilizar os mesmos equipamentos e receber o mesmo tratamento, sem distinção.

Entre as políticas destacadas por Lula está a Farmácia Popular, que oferece gratuitamente 41 itens de saúde, incluindo medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma. O programa está presente em 28 mil farmácias credenciadas em todo o país.

“Se for um banqueiro ou um trabalhador que mora na rua e ele levar a receita na farmácia, o mesmo remédio que o banqueiro pegar, o povo vai pegar de graça”, comparou.

O presidente também citou o Agora Tem Especialistas, criado para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde.

Uma das frentes do programa prevê 150 carretas equipadas para levar atendimento especializado, exames de imagem, pequenas cirurgias e biópsias às regiões com menor oferta de serviços.

Outra iniciativa mencionada foi a expansão do Brasil Sorridente, com unidades odontológicas móveis que percorrem bairros e comunidades oferecendo tratamentos, restaurações, próteses e outros procedimentos. Lula também destacou a adoção de tecnologias digitais para a produção de próteses dentárias.

Um histórico de inclusão

Na educação, Lula lembrou a expansão das universidades e dos institutos federais e o aumento do acesso de jovens pobres ao ensino superior durante os governos do PT. Também citou as políticas de demarcação de terras indígenas e quilombolas e de incentivo à reforma agrária.

O presidente mencionou ainda a valorização do salário mínimo, a ampliação das escolas de tempo integral, o acesso à energia elétrica, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o combate à fome.

Lula ressaltou que sua candidatura não está baseada apenas em promessas, mas em políticas públicas que já transformaram a vida de milhões de brasileiros.