A Secretaria Nacional de Mulheres do PT repudia veementemente a agressão covarde e de motivação política sofrida pela advogada e candidata a suplente ao Senado na chapa de Décio Lima em Santa Catarina.
Este pronunciamento se soma às nossas manifestações rotineiras contra a violência política de gênero nestas eleições. Neste mês de agosto, o Brasil contabilizou pelo menos 12 novos processos criminais por violência política de gênero abertos com base na Lei nº 14.192/2021.
Desta vez, o episódio ocorreu em Jaraguá do Sul (SC), no último sábado, 12 de setembro. Imagens estarrecedoras mostram a companheira Fernanda tentando mediar pacificamente uma abordagem policial na saída de uma atividade de militância.
No exercício de suas prerrogativas profissionais, a resposta do braço armado do Estado foi o horror: ela foi derrubada com um “mata-leão”, chutada e atingida por balas de borracha à queima-roupa enquanto estava caída e indefesa.
O caso reflete um projeto político de extrema-direita que estimula o ódio, chancela o abuso de autoridade e tenta calar as mulheres que disputam os espaços de poder. Agredir uma advogada em exercício e candidata é um atentado à advocacia, aos direitos humanos e à democracia. Ferir uma de nossas companheiras é ferir a todas nós. Não aceitaremos que Santa Catarina continue sendo palco de intimidações.
Nosso compromisso é de luta e vigilância permanente. Assumimos a responsabilidade de acompanhar as investigações para que o caso não seja engavetado. Exigimos das instâncias fiscalizadoras, do Ministério Público e da Corregedoria-Geral da PM o afastamento imediato dos policiais envolvidos e uma apuração célere, rigorosa e transparente.
O abuso de poder e a violência institucionalizada precisam ser severamente punidos. À nossa brava companheira Fernanda Klitzke, transmitimos a total solidariedade das mulheres petistas do Brasil. Não daremos nenhum passo atrás.
Secretaria Nacional de Mulheres do PT