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O bolsonarismo esconde os dados, mas você pode checar: a renda média subiu com Lula

Presidente reconhece que a vida ainda está cara, mas graças às ações do seu governo as perdas foram menores. O salário mínimo aumentou R$ 409; a inflação de alimentos despencou

O trauma e o desalento proporcionados pelo governo Bolsonaro à população ainda estão na memória de muitas brasileiras e brasileiros. A cena das pessoas na fila do osso, sem comida, talvez seja o que melhor representa a negligência e a falta de dignidade com que a população mais vulnerável foi tratada pelo ex-presidente. Com Bolsonaro, não houve aumento real do salário mínimo, a renda média minguou, a inflação castigou os trabalhadores. E Flávio Bolsonaro pretende seguir o caminho do pai. Essa trajetória negativa do custo de vida só começou a ser revertida com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. E é exatamente isso que o bolsonarismo quer esconder.

A política de valorização do salário mínimo praticada por Lula garantiu aos trabalhadores ganhos acima da inflação de quase 12%. O piso foi de R$ 1.212, em 2022, para R$ 1.621, em 2026, diferença de R$ 409. A renda média do brasileiro aumentou R$ 476 graças a Lula, enquanto a falta de empatia do governo Bolsonaro, que não se dispôs a reajustar o mínimo acima da inflação uma vez sequer, a fez encolher R$ 33.

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“Eu sei que tem um adversário meu que acha: ‘não, não pode aumentar o salário mínimo’. Pois no meu governo, aumento. E eu já provei, durante oito anos, e agora mais três, que aumentar o salário mínimo não causa inflação nesse país. Causa poder de compra e melhoria da vida do povo trabalhador”, argumentou Lula, em entrevista ao SBT, no último dia 10.

O programa oficial de Flávio Bolsonaro não menciona qualquer proposta de reajuste do salário mínimo. Na sabatina no Jornal Nacional, o senador não se comprometeu com o reajuste acima da inflação.

Para enfrentar a onda deliberada de desinformação e mentiras da ultradireita, a campanha do presidente Lula lançou o site Mercado da Mentira. Nele, os eleitores encontram recortes estatísticos que expõem os feitos do petista em contraste com o legado da administração Bolsonaro.

Para 2027, o governo Lula projeta o mínimo em R$ 1.741, aumento de R$ 120 em relação a esse ano.

Quando Lula tomou posse, em 2023, a inflação dos alimentos estava em 54,24%, conforme tem enfatizado o presidente. Esse índice, entretanto, despencou para 13,66% nos últimos três anos e meio, apesar do cenário internacional conturbado.

 

Inflação sob controle

O terceiro governo de Lula acumula a menor inflação em um mandato presidencial até às vésperas das eleições desde o advento do Plano Real, em 1994. No período de janeiro de 2023 a agosto de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 17,9%. 

O primeiro turno das eleições presidenciais está previsto para 4 de outubro, mas o IPCA de setembro só será conhecido depois do pleito, em 9 de outubro. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados de agosto na sexta, 11.

O IPCA de agosto fechou em -0,32%, a menor taxa desde 2022. Isso significa 0,39 ponto percentual abaixo do 0,07% registrado em julho. No ano, o índice acumula alta de 3,11% e, nos últimos 12 meses, ficou em 4,22%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2025, a variação havia sido de -0,11%.

A inflação acumulada atingiu 26,93% no governo Bolsonaro.

O mês de agosto ainda registrou queda no valor da cesta básica, que ficou menor em 25 das 27 capitais, como mostra a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada na quinta, 10, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Apenas Maceió e São Luís tiveram alta.