“Quebradas”, famílias brasileiras evitaram compras em julho
Carestia, queda da capacidade de consumo e juros altos fazem comércio cair pelo terceiro mês consecutivo, aponta IBGE. Setor estacionou no mesmo nível do período pré-pandemia
Carestia, queda da capacidade de consumo e juros altos fazem comércio cair pelo terceiro mês consecutivo, aponta IBGE. Setor estacionou no mesmo nível do período pré-pandemia
Brasileiros sacaram R$ 22 bilhões a mais do que depositaram em agosto, maior saldo negativo em 27 anos. Bancos, fintechs e até redes varejistas devem negociar R$ 60 bilhões em “créditos podres” este ano
Índice de contas atrasadas também aumentou e registra o maior percentual desde 2010, aponta a CNC
Levantamento da empresa Paschoalotto revela que inflação afeta principalmente as mulheres que chefiam suas famílias
Famílias endividadas chegam a 78% e inadimplentes, a 29%, segundo a CNC. Já a CNI atesta que 25% dos brasileiros não conseguem pagar todas as contas do mês
Empréstimo consignado para beneficiários de políticas sociais só serve para transferir mais renda para bancos. “Crueldade sem tamanho”, critica Gleisi
Descontada a inflação, os juros no país representam mais que o dobro dos praticados no México, segundo lugar no ranking da usura. Brasileiros devem mais de R$ 1 trilhão
Juros agravam o ciclo de endividamento e inadimplência que atormenta a população. “É preciso resolver o problema da dívida de 70 milhões de famílias brasileiras”, diz Lula
Segundo Marilane Teixeira, da Unicamp, por ganharem, em média, menos que os homens, e muitas vezes cuidarem da família sozinhas, as mulheres são as mais prejudicadas em momentos de crise
Em 2022, o avanço na proporção de endividados foi maior entre as mulheres. Falta de políticas de emprego e renda e alta do preço dos alimentos empurram as chefes de família para o endividamento.
Com cerca de 80% dos brasileiros endividados e inflação que não dá trégua, saída tem sido recorrer à antecipação para pagar as contas e as dívidas de hoje
Decreto 11.150/22 que regulamenta a Lei do Superendividamento (14.181/21) estabelece que o "mínimo existencial" – valor que deve ser preservado para o consumidor na negociação de dívidas – corresponderá a 25% do salário-mínimo