PT do Senado protocola pedido para criar CPI do Banco Master

Requerimento apresentado por Rogério Carvalho mira fraudes bilionárias, irregularidades com aposentados e operações suspeitas no sistema financeiro; 29 senadores assinaram

Alessandro Dantas

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O PT quer investigar, em uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado, as suspeitas de graves irregularidades envolvendo o Banco Master e empresas ligadas ao conglomerado financeiro. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) protocolou na quarta-feira, 11, requerimento para a criação da CPI, com 11 membros titulares e 7 suplentes, e prazo de 130 dias de funcionamento. Para a bancada do PT, a criação da CPI é fundamental para garantir que todas as suspeitas sejam investigadas de forma transparente e responsável, assegurando justiça para os cidadãos lesados pelo Banco Master e mais segurança para o sistema financeiro brasileiro.

O requerimento foi enviado à Mesa Diretora do Senado com 29 assinaturas, mais do que o mínimo necessário para a abertura da comissão. A justificativa diz que a CPI é necessária para que sejam apurados possíveis crimes financeiros, gestão fraudulenta, manipulação de ativos, emissão de títulos sem lastro e uso de empresas de fachada no sistema financeiro.

De acordo com o senador Rogério Carvalho, a investigação é necessária diante da dimensão das suspeitas e do impacto potencial sobre investidores, aposentados e o próprio sistema financeiro nacional.

“Estamos falando de suspeitas de crimes financeiros, gestão fraudulenta, manipulação de ativos, emissão de títulos sem lastro, uso de empresas de fachada e possíveis violações da legislação bancária. Fatos que, se confirmados, representam uma ameaça à integridade do sistema financeiro e à confiança da sociedade nas instituições”, afirmou.

Outro pedido de CPI havia sido apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), mas a bancada do PT já estava colhendo assinaturas para o requerimento.

O requerimento petista ressalta que a CPI deverá atuar de forma técnica, complementando investigações já conduzidas por órgãos como o Banco Central, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. A comissão terá como objetivo identificar responsabilidades, proteger investidores e consumidores, além de propor mudanças legislativas que fortaleçam a supervisão do sistema financeiro e evitem que fraudes dessa magnitude voltem a ocorrer.

“Nosso dever é garantir transparência, responsabilização e a defesa do interesse público. A CPI é um instrumento legítimo do Parlamento para esclarecer os fatos e assegurar que ninguém esteja acima da lei”, destacou o senador Rogério Carvalho.

Justificativas

O requerimento detalha uma série de fatos que justificam a abertura da CPI. Entre eles está a liquidação extrajudicial de instituições ligadas ao grupo Master após uma grave crise financeira e suspeitas de violação das normas do sistema bancário.

As investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero apontam indícios de um esquema sofisticado que envolveria a emissão de títulos de crédito sem lastro real; a criação de carteiras de crédito fictícias; a manipulação contábil para inflar artificialmente o patrimônio da instituição; e o uso de empresas de fachada para simular operações financeiras inexistentes.

Da Rede PT de Comunicação.

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