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PT defende soberania e diz que família Bolsonaro é agente de política lesa-pátria

Em nota, Executiva afirma que classificação de facções como organizações terroristas por Trump subordina interesses nacionais a motivações eleitorais

Nota da Comissão Executiva Nacional do PT

“O Partido dos Trabalhadores manifesta sua firme e inequívoca defesa da soberania nacional diante da decisão do governo de Donald Trump de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Trata-se de uma medida que abre precedente para formas de ingerência externa em assuntos que competem ao Estado brasileiro.

A decisão do governo estadunidense foi anunciada após articulações da extrema-direita brasileira, sob o comando de Eduardo e Flávio Bolsonaro (PL), evidenciando, mais uma vez, a família Bolsonaro como agente de uma política lesa-pátria, ao colocarem em xeque a nossa soberania. Tal iniciativa é um atentado irresponsável, por subordinar os interesses nacionais a motivações eleitorais, e equivocado do ponto de vista conceitual e jurídico.

O PCC e o CV são organizações criminosas voltadas ao lucro econômico por meio de atividades ilícitas, que são e devem ser combatidas diariamente pelo Estado brasileiro com inteligência, para sufocar o financiamento, e repressão, quando necessário. Não são grupos movidos por objetivos políticos, ideológicos ou religiosos orientados à tomada do poder ou à imposição de um projeto político.

A extrema-direita busca valer-se da retórica do “combate ao terrorismo”, historicamente mobilizada pela política externa norte-americana para justificar intervenções em outros países, a fim de angariar apoio para iniciativas de ingerência nos assuntos internos do Brasil. Nesse sentido, rejeitamos qualquer tentativa de instrumentalizar o tema da segurança pública para enfraquecer a soberania nacional, deslegitimar as instituições brasileiras ou submeter o país a interesses estrangeiros.

O Partido dos Trabalhadores reafirma sua confiança na capacidade das instituições brasileiras de enfrentar o crime organizado, defender a democracia e preservar a soberania nacional. No campo das relações internacionais, o governo brasileiro seguirá atuando por meio do diálogo, da cooperação internacional e da negociação diplomática, com firmeza na defesa dos seus interesses nacionais, da sua soberania e autodeterminação.”