Atraso na vacinação tirou milhões de empregos no Brasil, diz OIT

Segundo a OIT, recuperação do mercado de trabalho no Brasil segue ritmo mais lento que a média mundial. Países que mais vacinaram são os que mais emp

Desde o começo da pandemia de Covid-19, Jair Bolsonaro foi um inimigo da vacinação. Antes da criminosa associação das doses com o vírus HIV, feita na semana passada, ele anunciou aos quatro ventos que não se imunizaria, perguntou “para que a pressa” e negou sistematicamente ofertas de venda que poderiam ter feito o Brasil ser um dos primeiros países a vacinar sua população (veja vídeo abaixo).

Ao agir dessa forma, o atual presidente certamente provocou a morte de centenas de milhares de pessoas. E também causou muito desemprego, aponta estudo divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). 

Segundo o jornal Valor Econômico, projeção feita pela agência da ONU mostra que o número de horas trabalhadas no Brasil neste ano ainda ficará 5,6% abaixo dos níveis observados no quarto trimestre de 2019, antes da pandemia. É um resultado pior do que a média mundial, cujo índice será de 4,3%, e faz com que a recuperação do emprego no país seja mais lenta do que a OIT esperava.

Menos horas trabalhadas significam menos pessoas empregadas. Essa queda de 5,6% representa um total de 4,2 milhões de vagas com horário integral, explica a OIT, que aponta a velocidade da vacinação como o principal motor da recuperação econômica. 

De acordo com a agência, cada 14 pessoas completamente imunizadas representam a criação de um emprego pleno. Assim, os países que mais vacinaram são os que mais veem suas economias se recuperando. Se Bolsonaro de fato estivesse preocupado com a população e o futuro do país, não teria criado a falsa dicotomia entre prevenção e economia. Teria trabalhado incansavelmente para trazer as vacinas o mais rapidamente possível. 

Em vez disso, porém, investiu em compras tardias de vacinas que claramente envolviam esquemas de corrupção enquanto fazia propaganda para drogas sem eficácia que encheram o bolso de aliados, foram a base de experimentos científicos que lembram os horrores do nazismo e mataram pessoas. O Brasil não merecia um criminoso desses na Presidência, ainda mais em um momento tão difícil da história.

Da Redação

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