Secretário de Relações Internacionais do PT, senador Humberto Costa, publica análise no marco da I Conferência Internacional Antifascista

Para o Secretário de Relações Internacionais do PT, diante de uma extrema-direita cada vez mais articulada em escala global, a resposta também precisa ser internacionalista.

NCI-FPA/SRI-PT

No contexto da I Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, que será realizada entre os dias 26 e 29 de março de 2026, em Porto Alegre (RS), o senador Humberto Costa, secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores, publicou o artigo “A luta antifascista no século XXI: democracia, soberania e nova ordem internacional”.

O texto integra a publicação especial produzida pelo Núcleo de Cooperação Internacional da Fundação Perseu Abramo e reúne reflexões estratégicas sobre o avanço contemporâneo da extrema-direita e os desafios colocados às forças democráticas em escala global.

Na análise, Humberto destaca que o atual cenário internacional é marcado por uma reorganização transnacional da extrema-direita, que não pode ser interpretada como fenômeno isolado ou episódico. Segundo ele, trata-se de um processo mais profundo de radicalização política, que exige a atualização do antifascismo como projeto político global.

O senador propõe uma leitura ampliada do fascismo, compreendendo-o não apenas como um regime histórico do século XX, mas como uma forma de organização da violência política e social, capaz de assumir novas expressões no mundo contemporâneo. Entre os sinais desse processo, ele aponta a banalização do discurso de ódio, a intensificação da polarização e a crescente naturalização de práticas autoritárias.

O senador argumenta que, diante de uma extrema-direita cada vez mais articulada em escala global, a resposta também precisa ser internacionalista, baseada na cooperação entre partidos progressistas, movimentos sociais e governos comprometidos com a democracia. Nesse sentido, o texto ressalta que o enfrentamento ao fascismo no século XXI não se limita à defesa de uma ordem internacional baseada em regras, mas exige também a construção de um novo horizonte político: a reforma da governança global. Essa transformação deve ser capaz de articular democracia, desenvolvimento e multipolaridade, como forma de conter o avanço do autoritarismo no plano internacional.

A publicação do artigo ocorre como contribuição ao debate internacional promovido pela conferência, que reunirá lideranças políticas, movimentos sociais e organizações de diversos países em Porto Alegre, consolidando-se como um espaço de articulação global em defesa da democracia e da soberania dos povos.

Clique aqui ou confira  abaixo  a publicação da Fundação Perseu Abramo na íntegra:

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