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Dia do Cinema Brasileiro: país celebra produções que valorizam nossa história

Hoje vale lembrar a retomada do financiamento ao audiovisual, com novas iniciativas públicas que ampliam acesso à cultura, como o Tela Brasil

Cinema brasileiro vive nova fase de fortalecimento com retomada de investimentos federais e plataforma gratuita de filmes nacionaisFoto: Divulgação

Em clima de Copa do mundo, dia de jogo da seleção brasileira, comemora-se, hoje, o Dia do Cinema Brasileiro. Desde o retorno do Ministério da Cultura (MinC) em 2023, o governo do presidente Lula promoveu a maior retomada do financiamento ao audiovisual em mais de uma década. Produções nacionais e os profissionais do setor alavancam e transformam o audiovisual em uma das mais importantes expressões da cultura do país.

O mais novo incentivo ao cinema brasileiro é a “Tela Brasil”, uma plataforma pública e gratuita para assistir filmes nacionais.

A escolha da data homenageia o dia 19 de junho de 1898, quando Afonso Segreto realizou as primeiras filmagens em solo brasileiro, captando imagens da entrada da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. A cena é reconhecida como um marco fundador do cinema brasileiro. Ao longo desse tempo, o cinema brasileiro percorreu uma trajetória marcada por inovação, resistência e reinvenção. Entre diferentes períodos históricos, artistas memoráveis deram origem a obras que simbolizam a cultura nacional.

Investimento na Cultura

Após anos de descaso do governo anterior nas políticas públicas para o setor, o governo Lula promoveu uma ampla retomada dos investimentos no cinema e no audiovisual brasileiro, com fortalecimento da produção regional.

Um dos principais instrumentos dessa retomada é o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Em 2023, foram anunciados mais de R$ 2 bilhões para o setor, incluindo um Plano Anual de Investimentos de R$ 1,225 bilhão. Já em 2024, o governo aprovou novos aportes que elevaram os investimentos realizados, anunciados e contratados para cerca de R$ 2,6 bilhões.

Outro marco da política cultural foi a promulgação da Lei Paulo Gustavo, que liberou R$ 3,86 bilhões para estados e municípios, formalizando a maior transferência de recursos da história da cultura brasileira.

A descentralização dos investimentos também ganhou destaque com a criação dos Arranjos Regionais do Audiovisual. O programa prevê R$ 500 milhões para estimular produções fora do eixo Rio-São Paulo, com prioridade para Norte, Nordeste e Centro-Oeste, expandindo o acesso aos recursos federais e fortalecendo a diversidade da produção nacional.

Além disso, o governo articulou a prorrogação dos incentivos da Lei do Audiovisual até 2029, garantindo maior segurança para produtores e investidores.

O vigor transformador do cinema brasileiro

A história do cinema brasileiro é digna de Oscar. Das irreverentes chanchadas que conquistaram o público nas décadas de 1930 e 1940 ao vigor transformador do Cinema Novo nos anos 1960, passando pela retomada da produção audiovisual a partir da década de 1990, o país consolidou uma identidade cinematográfica ímpar. Uma linguagem própria, capaz de traduzir a pluralidade do Brasil, suas desigualdades, suas belezas e a complexidade de seu povo.

Produções como O Pagador de Promessas, O beijo da mulher aranha, Central do Brasil, Cidade de Deus, Tropa de Elite, Ainda estou aqui e o Agente Secreto ultrapassaram fronteiras, receberam reconhecimento internacional e ajudaram a projetar o audiovisual brasileiro nos principais circuitos do mundo.

Cineastas brasileiros transformaram o cinema em expressão artística e instrumento de reflexão social. Nomes como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Walter Salles, Fernando Meirelles, Helena Solberg, Anna Muylaert e José Padilha contribuíram para consolidar o cinema nacional como um dos mais relevantes patrimônios culturais do país.

Mais do que entretenimento, o cinema brasileiro tornou-se um espelho da sociedade. É um instrumento de memória, identidade e transformação, capaz de narrar o Brasil em suas tantas vozes e características, registrar seu tempo e aguçar o olhar sobre as diferentes realidades que formam o país.

Tela Brasil: produções nacionais ao alcance de todos

Há algum tempo, conseguir assistir a um filme nacional antigo, principalmente em streaming, era algo difícil, raro. Aos poucos, plataformas começaram a disponibilizar as produções brasileiras em seus catálogos. No entanto, nem todas as pessoas conseguem pagar por isso.

Mas a Tela Brasil, plataforma gratuita do governo Lula, muda essa cena. Traz um rico panorama da história do cinema brasileiro. Neste primeiro momento, o streaming público disponibiliza um catálogo de 555 obras, reunindo longas, curtas, médias-metragens e séries. A seleção percorre mais de um século de produção audiovisual, com títulos realizados entre 1910 e 2025, oferecendo ao público um amplo retrato da evolução estética, cultural e narrativa do cinema nacional.

Na ocasião do lançamento, no mês passado, o presidente Lula enfatizou que a plataforma vai contribuir para a elevação e o entendimento de um país chamado Brasil.

“O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, disse Lula.

A diversidade é o ator principal da coleção da Tela Brasil, reunindo o cinema negro, o cinema indígena, produções dirigidas por mulheres, e temas urgentes como justiça climática e sustentabilidade.

O usuário vai encontrar no streaming obras como: A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral e Xica da Silva (1976), de Cacá Diegues.

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha;  “O Que É Isso, Companheiro?” (1997), de Bruno Barreto; Carandiru (2003), de Hector Babenco; e Olga (2004), de Jayme Monjardim, entre outras produções.

Como assistir?

Para poder acessar a Tela Brasil, é necessário possuir uma conta ativa na plataforma de autenticação do Governo Federal, o Gov.br. O serviço oferece duas modalidades de utilização:

Acesso Individual

Voltado ao público em geral, permite assistir gratuitamente a filmes, séries e documentários organizados por temas, formatos e categorias. Os usuários também podem personalizar a experiência criando listas com suas obras preferidas.

Acesso Institucional

Desenvolvido para exibições coletivas sem finalidade comercial, é destinado a escolas, cineclubes, bibliotecas, museus, pontos de cultura e outros espaços dedicados à difusão cultural em todo o país.

Por fazer parte do Ministério da Cultura (MinC), a Tela Brasil reúne acervos de instituições ligadas à pasta, como os da própria Cinemateca, do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), da Fundação Nacional das Artes (Funarte) e da Fundação Cultural Palmares.

Acesse a TELA BRASIL e confira os filmes disponíveis!

Rede PT de Comunicação com informações do Ministério da Cultura.