O Partido dos Trabalhadores deu mais um passo na organização da militância com o lançamento da plataforma para a criação dos Comitês Populares de Luta, realizado na terça-feira, 15, em Salvador, na Bahia.
O encontro reuniu dirigentes nacionais e estaduais do partido, parlamentares, representantes de movimentos sociais e militantes. A iniciativa integra a estratégia do PT de fortalecer a organização popular e ampliar sua presença nos territórios, consolidando uma rede permanente de diálogo com a sociedade em 2026.
Edinho Silva, presidente nacional do PT, destacou que o lançamento dos Comitês Populares de Luta também representa um gesto de reconhecimento ao legado do presidente Lula. Segundo ele, é preciso fazer o debate nos territórios e mostrar o que foi feito para melhorar a vida dos brasileiros.
Edinho frisou que Lula promoveu investimentos em infraestrutura, ampliou o acesso à moradia com o Minha Casa, Minha Vida, fortaleceu programas sociais como o Bolsa Família, criou o Pé-de-Meia e o ProUni, expandiu universidades e institutos federais, levou água ao Semiárido com a transposição do Rio São Francisco e a construção de cisternas e, agora, tem ampliado políticas voltadas aos motoristas de aplicativo, agentes comunitários de saúde e ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o presidente nacional do PT, se Lula “fez tanto pelo povo brasileiro”, agora “é a nossa vez de fazer pelo presidente Lula”, mobilizando a sociedade para dar continuidade às transformações iniciadas por seus governos.
Edinho também explicou que a proposta é organizar uma ampla rede de mobilização permanente em todo o país, levando o debate político para dentro das comunidades. O objetivo é que bairros, movimentos sociais, escolas e demais espaços de convivência se transformem em pontos de organização popular.
“Os comitês são exatamente isso: organizar as comunidades”, afirmou. O dirigente defendeu que a militância ocupe as redes sociais, mas, sobretudo, fortaleça o diálogo presencial, “na conversa olho no olho”, apresentando as realizações do governo Lula e convencendo a população sobre a importância da continuidade do projeto político liderado pelo PT.
Espaços de Formação Política
Durante o evento, lideranças destacaram que os Comitês Populares de Luta serão espaços de participação política, formação, mobilização e escuta da população.
A secretária nacional de Nucleação do PT, Claudinha Lima, destacou que a disputa política será travada “nas ruas e nas redes”, mas enfatizou que é nos territórios que o partido pretende fortalecer sua mobilização. Segundo ela, o desafio é dialogar diretamente com a população, apresentar os resultados do governo Lula e incentivar a criação de novos núcleos.
“Esse é o momento da gente se organizar. Você, na sua casa, no seu território, no seu local de trabalho, em cada lugar que você estiver, vamos organizar um Comitê Popular de Luta”, convocou.
A cartilha
A organização dos Comitês Populares de Luta será orientada por uma cartilha lançada pelo PT durante o evento. O material reúne diretrizes práticas para a criação e o fortalecimento dos comitês, desde a formação do grupo organizador e o cadastramento na plataforma nacional até a definição de metas, calendário de atividades e estratégias de mobilização nos territórios.
A publicação também traz orientações sobre comunicação, diálogo com a comunidade, articulação com movimentos sociais e realização de ações permanentes de formação política, escuta da população e participação popular, oferecendo um roteiro para consolidar uma rede capilarizada de organização em todo o país.

