“Tem duas coisas na vida de um ser humano que não pode haver discriminação por causa do berço que a pessoa nasceu: educação e saúde”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira, 17.
Durante visita ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), no Rio de Janeiro, Lula afirmou que sabe como a população vulnerável é tratada: “Eu já tive muitas experiências que os pobres do Brasil inteiro têm. […] Eu sei como o pobre é tratado, como o rico é tratado, porque ainda prevalece na área da saúde o poder do dinheiro”.
O presidente voltou a lembrar a luta histórica pela universalização da saúde pública no país. “Se criou tanto ódio quando a gente aprovou na Constituição Federal de 1988 a criação do SUS, porque muita gente, muitas vezes de má-fé, tentava insinuar que o Estado não tinha condições de oferecer ao povo brasileiro um Sistema Único de Saúde, porque quem sabia cuidar da saúde era a iniciativa privada e saúde é para quem pode pagar. Quem não pode pagar que morra no esquecimento e na negligência do Estado brasileiro”, disse, relembrando a luta dos constituintes pela saúde pública.
Lula defendeu que “a pessoa mais pobre que mora no lugar mais pobre do Rio de Janeiro tenha o mesmo direito de ter um tratamento no hospital com o mesmo médico que trata o governador, o prefeito, o deputado e os ministros do Tribunal de Justiça”.
Segundo o presidente, é o tratamento igualitário em todos os serviços do Estado que vai “dar às pessoas o direito de ter orgulho de ser brasileiros”.