O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira. 25, a composição da chapa majoritária que vai disputar o Governo do Estado. Márcio França (PSB) será o pré-candidato a vice-governador, enquanto Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) disputarão as duas vagas ao Senado.
A definição consolida uma aliança ampla, democrática e progressista, formada por PT, PSB, Rede, PSOL, PDT e PCdoB, com o objetivo de apresentar a São Paulo um projeto capaz de recuperar o protagonismo do maior estado do país e recolocá-lo em sintonia com o desenvolvimento nacional conduzido pelo presidente Lula.
Haddad afirmou que a decisão foi tomada após uma reunião produtiva com Lula, com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e com dirigentes dos partidos que compõem a coligação. Segundo ele, o debate interno foi marcado por espírito público, unidade e disposição coletiva.
A chapa nasce com um elemento simbólico importante: a paridade de gênero. Haddad ressaltou que a presença de duas mulheres na composição majoritária expressa uma visão de política mais representativa, plural e comprometida com a participação feminina nos espaços de decisão.
“Eu levei em consideração vários aspectos. O primeiro é que a nossa chapa, ela já é paritária, tem dois homens e duas mulheres. E para mim é uma questão muito importante essa da presença de figuras femininas na política”, afirmou.
Ao anunciar Márcio França como vice, Haddad valorizou a experiência do aliado, que já foi governador, vice-governador, secretário estadual e ministro no Governo Lula. A escolha também reforça a presença do PSB na construção da frente ampla em São Paulo.
Ver essa foto no Instagram
O pré-candidato petista afirmou ainda que a chapa reúne nomes com trajetória, reputação pública e serviços prestados ao país. Para ele, São Paulo terá a oportunidade de eleger uma representação de peso tanto no governo estadual quanto no Senado Federal.
“Nunca tive dúvida de que nós quatro ofereceríamos para São Paulo uma reputação importante, serviços prestados ao país”, afirmou.
Haddad lembrou a trajetória de Marina Silva e Simone Tebet, ambas ex-senadoras, e defendeu que as duas podem elevar a qualidade da representação paulista no Senado. Marina, atualmente deputada federal por São Paulo, foi ministra do Meio Ambiente em três mandatos. Simone foi senadora e ministra do Planejamento.
“Nós estamos falando de duas ex-senadoras que estão concorrendo ao cargo de Senado. Marina já foi senadora, é atualmente deputada federal por São Paulo. Simone foi senadora, ministra do planejamento, assim como Marina foi ministra do Meio Ambiente já pelo terceiro mandato, uma projeção internacional extraordinária”, destacou.
Na avaliação de Haddad, a dificuldade da decisão não estava na falta de nomes, mas justamente na qualidade das lideranças envolvidas. A chapa reúne experiência administrativa, compromisso ambiental, capacidade de diálogo, presença no Congresso e ligação direta com o projeto nacional de Lula.
“Quando você não tem nomes é fácil fechar uma chapa, mas quando você tem nomes dessa qualidade, você tem que sopesar várias variáveis para chegar à conclusão do que será melhor em termos de representação e em termos de desempenho futuro também”, afirmou.
Haddad disse ter grande expectativa de que a chapa ajude São Paulo e o Brasil, especialmente com a eleição de Marina e Simone ao Senado.
“Eu tenho grande expectativa que nós todos possamos ajudar o estado de São Paulo e o Brasil com duas senadoras que vão fazer muita diferença no Senado Federal, que tá bastante depauperado de figuras da proeminência dessas duas companheiras. Eu acho que São Paulo vai ter condições de ser representado como há muito tempo não é”, completou.
Ao lado de Haddad, Márcio França fez críticas ao atual Governo de São Paulo e disse que o estado perdeu capacidade de liderar o país. Para ele, as marcas mais lembradas da atual gestão são a venda da Sabesp e o pedágio free flow, enquanto faltam obras, ideias novas e um projeto de futuro.
“Se você perguntar qual é a marca do Governo de São Paulo hoje, talvez a venda da Sabesp e o pedágio Free Flow são as duas coisas assim mais marcantes, não teve uma obra nova, uma ideia nova. São Paulo, que tem crescido menos que o Brasil nos últimos cinco anos praticamente, deixou de ser aquela coisa do trem que puxava todo mundo para ser mais um vagão nesse trem”, disse.
Marina Silva também ressaltou o sentido coletivo da chapa e afirmou que sua pré-candidatura ao Senado está vinculada a um projeto para São Paulo e para o Brasil. Para ela, o estado precisa voltar a ser motor das grandes transformações nacionais.
A pré-candidata destacou que a chapa terá duas frentes fortes de atuação: a disputa pelo governo estadual e a disputa pelas vagas ao Senado. O objetivo, segundo ela, é dialogar com a população sobre o estado que São Paulo pode ser e sobre o Brasil que o campo democrático quer construir.
“São Paulo como grande propulsor das grandes transformações que o Brasil já fez e que precisa fazer. Nós temos aqui duas candidaturas muito potentes que, como eles mesmos já disseram, conhecem o estado de São Paulo e vão fazer aqui duas frentes de atuação igualmente potentes para que se possa levar a mensagem do estado de São Paulo que a gente quer e do Brasil que a gente quer”, afirmou.