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Parlamentares criticam Flávio Bolsonaro por fugir de votação do fim da escala 6×1

Senador interrompeu campanha para articular contra a votação da PEC na véspera, mas viajou no dia em que proposta foi analisada

Na CCJ, apenas quatro senadores, ligados diretamente a Flávio Bolsonaro, votaram contra um dia a mais de descanso para o trabalhador.Foto: Alessandro Dantas/ Agência Senado

Parlamentares do PT e de partidos aliados criticaram o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL, por não ter aparecido no Congresso Nacional nesta quarta-feira, 2, dia de votação da PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada para 40 horas semanais, sem redução de salário. O texto recebeu sinal verde na CCJ do Senado e seguiu para o plenário, onde precisa ser votado em dois turnos. 

Apesar de ter interrompido agenda de campanha na terça-feira, 1º, para articular seus aliados contra a aprovação da proposta, Flávio resolveu retomar hoje os compromissos eleitorais, para evitar ser chamado de traidor dos trabalhadores. Viajou para o Rio Grande do Sul e deixou a tentativa de barrar a PEC para seus correligionários.

Apesar dos esforços do seu coordenador de campanha, Rogério Marinho (PL-RN) – que apresentou emendas e destaques na tentativa de distorcer o texto original em favor do patronato, fez diversas intervenções durante o debate e pediu vista ao final, atrasando a votação em uma hora –, a maioria dos senadores aprovou a PEC na CCJ.

Durante seu discurso antes da votação, o senador Rogério Carvalho criticou as “tentativas encabuladas de obstruir sem colocar claramente que é contra a redução da jornada, buscando subterfúgios pra poder trazer, de forma escondida e escamoteada, a intenção de obstruir o debate”.

O deputado Alencar Santana (PT-SP) questionou Flávio pela manhã no plenário da Câmara: “Quero saber a posição clara, transparente, de maneira pública, do senador sobre o fim da escala 6×1. […] O senhor vai comparecer à Comissão ou vai fugir, vai se esconder?”

“Parece que ele vai se esconder para votar contra os trabalhadores”, escreveu no X (antigo Twitter) a deputada Maria do Rosário (PT-RS), que acompanhou a sessão na CCJ. “Onde é que um senador tem que estar hoje? Fazendo seu voto e dando seu voto pelo povo. Mas parece que ele não quer que o povo trabalhador tenha mais um dia pra família”, disse ela em um vídeo com Alencar Santana.