O líder do PT no Senado, Camilo Santana, cobrou apuração rigorosa do Conselho de Ética sobre as graves contradições envolvendo Flávio Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento milionário do filme Dark Horse. Em nota divulgada após o PT protocolar representação contra o senador na quarta-feira, 2, Camilo advertiu que o caso exige uma resposta firme das instituições.
“Não estamos diante de uma divergência política ou de um episódio menor. As informações reveladas pela imprensa confrontam diretamente as versões apresentadas pelo senador”, afirmou Camilo.
Para o líder da bancada, as sucessivas negativas públicas de Flávio foram desmentidas por mensagens, áudios e registros financeiros expostos pelas reportagens. “Promessas de transparência deram lugar ao silêncio e à recusa em apresentar documentos essenciais”, destacou Camilo, reforçando que o Senado não pode se omitir diante de fatos de tamanha gravidade.
O líder petista enfatizou que a representação apresentada pelo partido assegura o pleno direito de defesa ao senador do PL, mas ressaltou que a credibilidade do Congresso depende da coragem de investigar seus próprios membros. “A imunidade parlamentar protege a liberdade de expressão e o exercício do mandato, mas não pode servir de escudo para enganar a sociedade”, declarou. “O Senado deve respeito ao povo brasileiro. E a verdade não pode ser negociada”, concluiu.
Papel do Conselho de Ética
Ao defender o prosseguimento da representação, Camilo Santana ressaltou que a medida busca o cumprimento do papel institucional do Conselho de Ética. Segundo ele, a apuração independente é o único caminho para que o Senado dê uma resposta transparente e à altura da responsabilidade cobrada pela sociedade.
O petista reforçou que o silêncio do Congresso diante de evidências concretas abriria um precedente perigoso para a vida pública nacional. Para Camilo, contemporizar com versões contraditórias e omissões documentais significaria institucionalizar a mentira no exercício da atividade política.
A representação protocolada pela bancada petista agora aguarda a deliberação da Mesa Diretora do Senado para ser encaminhada formalmente ao Conselho de Ética, onde deverá ser designado um relator para avaliar a admissibilidade do processo.