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Vereadora relata ameaças de estupro: ‘Diziam que iam entrar na minha casa’

Em mais um vídeo da campanha Um Minuto pela Vida das Mulheres, Brisa Bracchi fala de ameaças que recebeu por ser uma mulher bissexual

Brisa denuncia as diversas formas de violência política de gêneroFoto: Divulgação

Hoje o depoimento da série Um Minuto Pela Vida das Mulheres traz a experiência de Brisa Bracchi (PT-RN), vereadora de Natal. Ela retrata que recebeu por e-mail ameaças de estupro corretivo, uma forma de violência sexual praticada sob a falsa e criminosa ideia de que uma pessoa pode ser “curada” ou ter sua orientação sexual ou identidade de gênero modificadas por meio do estupro.

“Diziam que tinham o endereço da minha casa, que iam entrar na minha casa e descreviam toda a cena de violência sexual que fariam comigo, dizendo que tudo isso era para me curar porque eu sou uma mulher bissexual”, conta a parlamentar.

A violência de gênero pode atingir as mulheres de diferentes formas e intensidades, de acordo com suas histórias e seus corpos. Mulheres negras, lésbicas, bissexuais, trans, trabalhadoras e mulheres com deficiência, por exemplo, podem estar expostas a formas específicas de preconceito. No caso de mulheres que ocupam espaços públicos, a violência também pode funcionar como mecanismo de intimidação e tentativa de limitar sua atuação.

“Queremos as nossas mulheres vivas dentro do parlamento, vivas de todas as formas, sem terem seus mandatos ameaçados, sem serem perseguidas pela atuação política que constroem. Então, eu acredito no feminismo, eu acredito na política”.

 

Viver e ocupar todos os espaços

Brisa defende que o enfrentamento à violência exige políticas públicas capazes de combater não apenas as agressões, mas também a cultura que naturaliza o estupro, o assédio e outras formas de violência contra as mulheres.

Nós queremos as nossas mulheres vivas em todos os espaços. Nós queremos as mulheres vivas dentro de casa, nós queremos as nossas mulheres vivas e sem assédio no ambiente de trabalho. Queremos as nossas mulheres vivas dentro do parlamento, vivas de todas as formas, sem terem seus mandatos ameaçados, sem serem perseguidas pela atuação política que constroem.

A fala reforça uma das mensagens centrais da campanha: garantir a vida das mulheres significa também assegurar que elas possam trabalhar, participar da política, ocupar espaços de poder e viver sua sexualidade sem serem ameaçadas ou violentadas.

A vida das mulheres importa

O depoimento de Brisa integra a campanha Um Minuto pela Vida das Mulheres, que reúne mulheres que ocupam espaços de liderança para compartilhar experiências pessoais de violência de gênero e sensibilizar toda a sociedade.

A série já contou com os relatos da deputada federal Jack Rocha (PT-ES); da ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz Nísia Trindade; da secretária nacional adjunta de Comunicação do PT Camila Moreno; da secretária nacional de Nucleação do PT Claudinha Lima; da vereadora Luna Zarattini (PT-SP); da vereadora Eugênia Lima (PT-PE); da senadora Teresa Leitão (PT-PE), primeira mulher a ocupar a liderança do Governo no Senado; e da deputada estadual Andréia de Jesus (PT-MG).

São relatos diferentes de ameaças, perseguição, silenciamento, deslegitimação e outras formas de violência que mostram como a violência de gênero atravessa a vida das mulheres e também os espaços de poder.

Ao final do vídeo, Brisa reafirma sua defesa do Pacto Nacional pela Vida das Mulheres contra o Feminicídio e das políticas públicas de proteção. “Eu acredito no feminismo, eu acredito na política, eu acredito no Pacto Nacional contra o Feminicídio.