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‘Ninguém pode morrer por falta de atendimento médico’, afirma Lula

Presidente entrega equipamento de radioterapia na Zona Leste de São Paulo, defende SUS forte e garante tecnologia de ponta para tratar quem mais precisa

Lula: saúde no Brasil "é um sonho que muitos de nós acalentamos há muito tempo"Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira, 23, em São Paulo, que “ninguém pode morrer por falta de atendimento médico” ao participar do Ato de Entrega de Equipamentos de Radioterapia no Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste da capital paulista.

Ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Lula destacou que a entrega de um acelerador linear de alta tecnologia, dentro do programa Agora Tem Especialistas, simboliza uma escolha política do governo federal: garantir que o povo trabalhador, especialmente quem vive nas periferias, tenha acesso ao que há de mais moderno no Sistema Único de Saúde (SUS).

A cerimônia no Santa Marcelina também marcou a inauguração simultânea de outros dois centros de radioterapia, em Fortaleza (CE) e Sinop (MT), ampliando a capacidade de tratamento oncológico na rede pública. O equipamento entregue em São Paulo reforça o atendimento a pacientes com câncer na Zona Leste, uma das regiões mais populosas da capital, e integra a estratégia do Governo Lula para reduzir filas, encurtar distâncias e acelerar o acesso a especialistas, exames e tratamentos.

Lula explicou que fez questão de estar na Zona Leste com Padilha porque a entrega representa um sonho histórico de governos populares: fazer com que direitos fundamentais cheguem de verdade à vida concreta da população.

“E fiz questão de vir porque o que tá acontecendo no Brasil hoje é um sonho que muitos de nós acalentamos há muito tempo. Desde que a Luiza Erundina foi prefeita de São Paulo em 1988, depois a Marta Suplicy, depois eu na Presidência da República, a gente sempre sonhou em fazer com que o povo trabalhador, o povo mais humilde, o povo que mora na periferia mais distante, tivesse acesso às coisas que todo mundo tem que ter direito de ter”.

Tratamento de ponta para quem depende do SUS

Ao falar sobre o novo equipamento de radioterapia, Lula fez uma comparação direta com o próprio tratamento. O presidente concluiu recentemente sessões de radioterapia em Brasília e ressaltou que a máquina entregue ao Santa Marcelina é mais moderna do que a utilizada por ele.

“A máquina que vocês vão fazer radioterapia aqui na Zona Leste é muito mais moderna do que aquela que eu faço em Brasília. E eu acabei de fazer 15 sessões de radioterapia numa demonstração de que nós não estamos fazendo favor. O que nós queremos é que, independentemente do lugar onde mora, independentemente da cor, independentemente da religião, independentemente do partido, todos têm direito a um tratamento igual, justo e de boa qualidade”, disse o presidente.

Lula lembrou que esse desafio não começou agora. Segundo ele, há décadas o povo pobre enfrenta o sofrimento de conseguir uma consulta, sair com uma receita na mão e, muitas vezes, não ter dinheiro sequer para comprar o remédio.

“A gente lembra quantas pessoas iam no pronto-socorro, chegavam lá e eram consultadas pelo médico; o médico dava a receita, a pessoa ia para casa e morria sem tomar o remédio, porque não tinha dinheiro para comprar o remédio na farmácia. Não foram poucas as pessoas que morreram nesse país por falta de R$ 5 ou R$ 10 para comprar o remédio”.

Governo Lula vai até onde o povo está

Ao defender a continuidade das políticas públicas criadas e fortalecidas nos governos petistas, Lula citou a Farmácia Popular como exemplo de programa que mudou a vida de milhões de brasileiros.

“Pois bem, nós criamos a Farmácia Popular para garantir que todo remédio de uso contínuo seja dado de graça para as pessoas. Não importa se é uma pessoa rica ou pobre, se tiver uma receita médica e tomar um remédio de uso contínuo para diabetes, para hipertensão, para qualquer outra coisa, até geriátrica, a gente está dando de graça porque as pessoas precisam ser tratadas com respeito”.

Lula também anunciou que o governo pretende ampliar o atendimento itinerante, levando exames e serviços de saúde para periferias, estradas e regiões distantes. A ideia, segundo ele, é inverter a lógica tradicional: em vez de esperar que o povo procure o serviço, o Estado deve procurar quem precisa.

“E mais ainda, só para vocês terem ideia, nós até o final do ano vamos ter 150 carretas andando pelo Brasil com todo tipo de máquina para fazer todo tipo de exame, sobretudo exame das mulheres. E a gente vai visitar a periferia, a gente não vai esperar que a pessoa nos procure; nós vamos procurar as pessoas. Inclusive, estamos procurando caminhoneiros nas estradas: nós vamos ter 41 pontos de estacionamento de caminhão e vamos atender os caminhoneiros”, destacou.

O presidente também falou sobre a expansão do atendimento odontológico, com vans que devem chegar às periferias para oferecer desde limpeza e obturação até tratamento de canal e próteses feitas com tecnologia 3D.

“Além dessas carretas, nós temos 800 vans odontológicas que também vão na periferia. Não vai ficar um gabinete na Avenida Paulista, é na periferia da Zona Leste, lá onde ninguém quer ir. Vai lá para saber se a pessoa tem dente para obturar, limpeza ou tratamento de canal para fazer”, explicou.