O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, neste sábado, 5, o papel da educação pública na transformação da vida das pessoas e no desenvolvimento do Brasil. Durante visita à futura sede do campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São José do Rio Preto (SP), Lula defendeu a ampliação das oportunidades para que jovens das camadas populares possam chegar às universidades e institutos federais e construir seu futuro com autonomia e independência.
“Não existe na história da humanidade nenhum país que conseguiu se desenvolver sem antes investir na educação. A educação é a base”, afirmou o presidente.
Lula lembrou sua trajetória como torneiro mecânico e contou que um curso técnico foi determinante para mudar suas condições de vida. “Eu fui o primeiro filho de oito filhos a ganhar mais de um salário. Eu fui o primeiro a ter uma geladeira, o primeiro a ter um televisor, o primeiro a ter um carro, o primeiro a ter uma casa. Tudo isso por conta de um curso técnico”, relatou.
Para o presidente, investir em educação significa garantir mais do que conhecimento, dando liberdade de escolha e oportunidades para que cada pessoa possa construir o próprio caminho.
“A gente quer dar às pessoas o direito de livremente pensar, o que quer fazer, no que quer trabalhar, onde quer procurar um emprego e ser livre. É isso que vale a pena. Isso significa investir no futuro”, afirmou.
“Isso aqui se chama futuro do Brasil”
A futura sede da UFSCar funcionará em instalações que antes abrigavam uma indústria e estavam sem funcionamento havia cinco anos. O espaço passa agora por reformas. As atividades acadêmicas do campus começaram em março deste ano, ainda em local provisório, com 90 estudantes e três bacharelados interdisciplinares — Ciência, Tecnologia e Inovação, Ciência e Humanidades e Artes.
Ao defender a aceleração das obras e a expansão do número de vagas e cursos, Lula afirmou que o novo campus representa a própria construção do futuro do país. “Isso aqui chama-se futuro do Brasil. Nós estamos fazendo acontecer hoje o futuro. O futuro começa aqui, agora. Porque é através da educação que a gente vai embora”.
O presidente também destacou que o objetivo de seu governo é garantir aos estudantes mais pobres as mesmas oportunidades historicamente reservadas a uma parcela privilegiada da população.
“Eu quero que o filho das pessoas mais humildes tenha a mesma oportunidade. Eu não quero tirar nada de ninguém. O que eu quero garantir é que o estudante pobre da periferia possa fazer qualquer universidade”, afirmou.
“O Brasil tem gente mais competente que qualquer outro país. O que faltou para nós foram oportunidades. Nós não tivemos oportunidade”, reforçou Lula.
Expansão do ensino superior público e acesso
Durante a agenda, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou a transformação promovida pela expansão das universidades e institutos federais a partir dos governos Lula e Dilma.
“Todo mundo aqui conhece alguém que foi o primeiro da família a concluir o ensino superior. Todo mundo tem esse exemplo em casa”, afirmou o ministro.
Barchini destacou ainda as políticas públicas implementadas a partir dos governos Lula para democratizar o acesso à educação, como a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que ampliou o financiamento da educação básica, e o ProUni, que abriu as portas do ensino superior privado para estudantes de baixa renda. “É um retrato completamente diferente daquele Brasil [de antes]”, disse.
O ministro ressaltou ainda que a expansão da rede pública federal levou universidades e institutos a regiões que historicamente tiveram menos acesso ao ensino superior.
“Quando a gente vê que mais pessoas vão estudar em um campus de universidade federal no interior do Brasil, isso nos dá muito orgulho”, afirmou.
Ao se dirigir aos estudantes, Lula encerrou com um chamado para que aproveitem as oportunidades abertas pela educação pública.
“Sejam o futuro do Brasil, pelo amor de Deus. Façam por esse país o que os nossos pais não puderam fazer, o que os nossos avós não puderam fazer. É isso que me move na educação”, afirmou.
