Nas ruas e nas redes, é preciso defender a democracia e a soberania. Foi por isso que a Secretaria de Relações Internacionais (SRI) do Partido dos Trabalhadores (PT) elaborou uma cartilha para orientar a militância no Brasil a defender o projeto político liderado pelo presidente Lula, oferecendo instrumentos para apresentar as posições e realizações do PT, enfrentar a desinformação e demonstrar como a atuação internacional do Brasil está diretamente relacionada ao desenvolvimento do país e à vida do povo brasileiro.
O povo brasileiro tem percebido que as relações internacionais importam. Apesar do contexto internacional ser desafiador, surge uma oportunidade política e programática para reafirmar que o Partido dos Trabalhadores faz da política externa um instrumento para o desenvolvimento nacional, com defesa da soberania e cooperação entre nações e povos.
Um Brasil soberano é aquele que constrói parcerias em condições de igualdade, fortalece suas capacidades produtivas, científicas e tecnológicas e utiliza sua inserção internacional para promover o desenvolvimento, defender os interesses nacionais e contribuir para uma ordem mundial mais justa, democrática e solidária.
O papel da militância na campanha de 2026
Durante a campanha, a militância tem a tarefa de levar o debate sobre relações internacionais e soberania para os diferentes espaços de atuação política, mostrando como esses temas estão ligados à vida concreta da população.
Seguem abaixo dicas de como se comunicar e agir:
– Relacionar os temas internacionais à realidade de cada território: É preciso identificar como o mundo impacta o seu território. Por isso, mapeie empresas exportadoras, setores industriais e agrícolas, universidades, regiões de fronteira, comunidades migrantes e outras realidades locais diretamente relacionadas à política internacional e as transforme em pautas para a campanha. Em áreas industriais, por exemplo, falar sobre comércio, tarifas e empregos; em regiões agrícolas, sobre fertilizantes e mercados externos; nas fronteiras, sobre integração cidadã, segurança e desenvolvimento.
– Conversar com amigos, familiares, colegas e vizinhos: O diálogo direto continua sendo uma das principais formas de convencimento. Explicar, de maneira simples e com exemplos concretos, como as relações internacionais afetam o emprego, a renda, os preços, a tecnologia, o meio ambiente e o desenvolvimento do Brasil.
– Fazer a disputa nas redes sociais: Compartilhar informações e conteúdos, combater a desinformação e responder às narrativas da direita sobre temas como Estados Unidos, China, Brics, Mercosul, imigração, conflitos internacionais e soberania nacional.
– Disputar o debate público e a imprensa: Questionar abordagens que reproduzam desinformação ou interesses estrangeiros e cobrar uma cobertura qualificada sobre soberania, política externa e interesses nacionais.
– Levar para o partido o que aparece na base: Compartilhar com núcleos, comitês e instâncias partidárias as principais dúvidas, preocupações e argumentos encontrados nas conversas com a população. Isso ajuda a campanha a responder aos temas que efetivamente estão mobilizando o debate.
– Levar o tema para as atividades e materiais de campanha: Incluir questões de soberania e relações internacionais em plenárias, rodas de conversa, reuniões, comitês, panfletagens, materiais e demais ações da campanha.
– Mobilizar a instituição que você faz parte para debater eleições livres de interferência externa: Soberania é uma pauta que interessa a todos. Precisamos ter eleições livres de interferências internacionais para decidirmos nosso próprio futuro. Independente da preferência de candidaturas, a defesa da urna eletrônica, da eleição livre, etc.
– Mobilizar universidades: As universidades são espaços fundamentais para a circulação de ideias e para a disputa política. Organize ao menos uma atividade sobre soberania nacional na sua universidade.
– Compartilhar esta cartilha: Fazer este material circular entre militantes, apoiadores, comitês e todas as pessoas que possam contribuir para ampliar o debate sobre soberania e relações internacionais durante a campanha.