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Mães com Lula: mulheres seguem ao lado do presidente como protagonistas

Plenária definiu criação de comitês em todos os estados; mulheres pedem creche em tempo integral, fim da 6x1, regulamentação das big techs e rede de cuidado integrada

Mães querem que maternidade e política caminhem juntasFoto: Divulgação

Mulheres de diferentes regiões do país se reuniram na quinta, 13, na Plenária Nacional Mães com Lula, para transformar experiências cotidianas em organização política e construir uma agenda comum de reivindicações.

Entre os  temas debatidos destacam-se a Política Nacional de Cuidados, a ampliação das creches e da educação em tempo integral, licença-maternidade e paternidade, o fim da escala 6×1, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, a regulamentação das Big Techs, o combate à violência contra as mulheres e ao feminicídio, políticas para mães atípicas e a ampliação da participação política feminina

A ideia do Comitê Mães com Lula, como explicou a secretária Nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, é criar uma rede capaz de levar para o debate público as experiências e demandas das mães. Para ela, as mulheres conhecem na prática os desafios relacionados à creche, escola, saúde, segurança, renda, trabalho e violência e precisam transformar esse conhecimento em propostas políticas.

 “Estamos lançando uma rede de mães dispostas a participar, a se organizar e a ocupar o debate público”, afirmou. 

O encontro teve como principal encaminhamento a construção de Comitês Mães com Lula nos estados, formando uma rede permanente de mobilização. Durante a plenária, o primeiro núcleo foi apresentado pela dirigente partidária Anne Moura, que também é candidata a deputada federal pelo Amazonas.

A dirigente amazonense  defendeu o protagonismo político das mães. “Nós não queremos só garantir a eleição do Presidente Lula. Nós queremos mais que isso. Nós queremos estar ao lado dele. Nós queremos ser protagonistas dessa história”, afirmou Anne Moura. 

Anne dividiu as dificuldades de conciliar maternidade e participação política, lembrando as viagens do estado para Brasília e para outras regiões do país. Sua experiência pessoal revela um problema coletivo: a maternidade, não pode ser apresentada como uma escolha entre a vida familiar e a participação social ou profissional.

“Inúmeras vezes que eu viajei daqui, do Amazonas, para Brasília ou para qualquer lugar do país. E eu chorava o voo inteiro”, confessou. “O fato de querer ser mãe não pode nos tirar do espaço de liderança ou de ocupação de qualquer lugar que seja.”

 

Para todas as mulheres 

Quem cuida das crianças? Quem garante vaga na creche? Quem acompanha a escola? Quem assume a responsabilidade pelo cuidado?  A ministra das Mulheres, Márcia Lopes trouxe para a plenária a importância da unidade e da organização política das  mães para que essas experiências sejam transformadas em direitos e políticas públicas.

Marcia Lopes defendeu uma estratégia capaz de apresentar a todas as mães uma perspectiva de vida mais digna. 

“Agora não é hora nenhuma de disputa, nem de tendência, nem de nada. É hora de unidade. É hora de dizer qual é o projeto de Brasil que queremos.”

Ninguém está sozinha

Laís Abramo, secretária nacional de Cuidado e Família do MDS, destacou que as mães estão no centro da Política Nacional de Cuidados. Ela lembra que as mulheres enfrentam uma jornada que pode ser exaustiva e solitária, sobretudo quando não há autonomia econômica. Laís defendeu ainda que o tema esteja incorporado ao programa de governo e às campanhas eleitorais, para que o cuidado seja tratado como uma agenda permanente de direitos, um avanço por colocar no centro da agenda pública um trabalho historicamente invisibilizado.

“A Política Nacional de Cuidados vem dizer que vocês não estão sozinhas”, afirmou

Fim da escala 6×1

A deputada federal e candidata ao senado pelo Distrito Federal Érika Kokay defendeu o fim da escala 6×1 e o reconhecimento da dupla e da tripla jornada, além de políticas capazes de reduzir a sobrecarga doméstica. 

“A gente quer ter o direito de ser mãe. A gente quer ter o direito de ser mãe com toda a nossa inteireza. Porque nós somos mulheres.”

Carta ao presidente 

Ao final da plenária, além da criação dos comitês estaduais, ficou encaminhada a entrega da Carta do Mães com Lula ao presidente, consolidando as propostas construídas pelas participantes. A mobilização pretende unir a defesa da reeleição de Lula à eleição de mais mulheres progressistas e, sobretudo, à construção de uma organização permanente das mães em defesa de seus direitos e de suas famílias.